Letícia Martins / EC Bahia
O Caldeirão Ferveu: Pressão sobre Ceni atinge nível máximo após “Vexame” na Libertadores
A eliminação precoce do Esporte Clube Bahia na fase preliminar da Libertadores não foi apenas um golpe esportivo, mas um terremoto interno que colocou o técnico Rogério Ceni sob fogo cruzado. Em uma coletiva marcada pelo tom de desabafo, Ceni não fugiu da responsabilidade: reconheceu o prejuízo financeiro e admitiu que este é o momento mais crítico de sua trajetória no comando do Tricolor.
Para a torcida, a palavra de ordem é indignação. Nas redes sociais, o sentimento de “limite atingido” domina as conversas. Enquanto uma ala foca no técnico, outra divide a conta com Cadu Santoro, diretor de futebol. Os principais pontos de crítica são:
- Recuo excessivo: A postura passiva do time após abrir vantagem no placar.
- Substituições questionáveis: Mudanças que, na visão do torcedor, minaram a intensidade da equipe.
- Gestão de elenco: A falta de peças que elevem o patamar em momentos decisivos.
“60% desse vexame passa pelo Sr. Rogério Ceni. Os outros 40% pelo Sr. Carlos Eduardo Santoro”, disparou um torcedor via X (antigo Twitter). Outros foram mais drásticos, classificando a queda como um dos maiores vexames da história recente do clube.
A frustração é potencializada pela comparação com o ano anterior. Se em 2025 o Bahia ainda conseguiu uma sobrevida na Sul-Americana após cair na fase de grupos, em 2026 o clube fica sem calendário internacional para o restante da temporada.
Outro ponto de atrito foi a definição dos batedores de pênaltis. Ceni justificou que as escolhas foram baseadas nos treinos e no “feeling” dos atletas, mas a explicação não convenceu quem viu a classificação escorrer pelas mãos.
Agora, o Esquadrão volta suas atenções exclusivamente para as competições nacionais. Sem o bônus financeiro e a vitrine da Libertadores, a margem de erro para o treinador tornou-se inexistente.
“É um prejuízo gigantesco… Você constrói um ano inteiro e perde tudo em 90 minutos,” lamentou Ceni, reconhecendo que só o tempo e vitórias imediatas podem estancar a crise de confiança. Fonte: Bnews


