Mulher foi morta com golpes de faca em Salvador Crédito: Reprodução
O julgamento de Gilmar Correia da Silva, acusado de assassinar a companheira Lindiane Rufino Soares, começou na manhã desta quarta-feira (3) no Fórum Ruy Barbosa, na capital baiana. Durante o interrogatório, o réu confessou a autoria do crime. Após uma pausa no início da tarde, a sessão foi retomada com os debates acirrados entre a acusação e a defesa.
Na primeira parte da sessão, o juiz Gabriel Igleses, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, ouviu quatro testemunhas arroladas pelo Ministério Público e uma indicada pela defesa, além do próprio acusado. As demais testemunhas foram dispensadas.
O feminicídio aconteceu em 5 de janeiro de 2025, no apartamento onde o casal morava, no bairro de São Rafael. Lindiane e Gilmar estavam juntos há 15 anos e tinham uma filha de 10 anos.
Agora, cabe ao conselho de sentença (júri popular) avaliar o contexto de violência doméstica e votar as qualificadoras que podem aumentar drasticamente a pena do réu. Entre elas estão:
- Meio cruel: A vítima foi atingida por 44 golpes de faca e sofreu a amputação traumática de um dos dedos ao tentar se defender.
- Recurso que dificultou a defesa da vítima.
“A gravidade do caso é evidente diante das múltiplas perfurações sofridas pela vítima”, destacou a juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos em decisão anterior que negou a liberdade provisória de Gilmar.
Segundo os relatos de familiares, a relação do casal vinha se desgastando desde o fim de 2024. Gilmar, que trabalhava embarcado, solicitou uma folga ao chefe alegando que precisava “resolver problemas pessoais” no dia do crime.
Após desferir os golpes contra a companheira, o acusado tentou fugir chamando um carro por aplicativo. Contudo, o motorista recusou a corrida ao notar que as roupas de Gilmar estavam cobertas de sangue. A farsa ruiu por completo quando uma policial militar que estava de folga passava pelo local, percebeu a situação e efetuou a prisão em flagrante.
Esta sessão faz parte do projeto TJBA Mais Júri, uma força-tarefa do Tribunal de Justiça da Bahia para acelerar os julgamentos de crimes dolosos contra a vida no estado. Fonte: correio 24hrs


