Argentina desafia “maldição” de 30 anos do ranking da Fifa na final da Copa contra a Espanha

Lionel Messi, atacante da Argentina – Foto: Thomas Coex/AFP

A grande final da Copa do Mundo de 2026, que acontece no próximo domingo (19), colocará frente a frente duas potências do futebol mundial: Argentina e Espanha. Mas, além de lutar pelo título dentro das quatro linhas, a seleção de Lionel Messi terá que derrotar um adversário invisível: a “maldição” do líder do ranking da Fifa, um tabu histórico que já dura mais de três décadas.

Desde que a entidade máxima do futebol criou a sua listagem oficial de forças em agosto de 1993, nenhuma seleção que chegou ao Mundial no topo do ranking conseguiu erguer a taça.

Neutralidade: Fornecer uma comparação oficial do nível das seleções, encerrando debates subjetivos sobre quem era o melhor do mundo;

Critério técnico: Definir de forma justa os cabeças de chave nos sorteios da Copa do Mundo;

Valorização: Dar peso real aos amistosos oficiais, que passaram a somar pontos;

Evolução: Permitir que seleções de menor porte avaliassem seu progresso histórico ao longo do tempo.

Grandes favoritas já sucumberam à pressão de chegar ao torneio no topo do mundo. A maior vítima desse retrospecto é o Brasil, mas gigantes europeus também não escaparam:

  • Alemanha (1994): Líder antes da Copa dos EUA, caiu nas quartas para a zebra Bulgária. O campeão foi o Brasil, que ocupava o terceiro lugar no ranking.
  • Brasil (1998): Chegou ao topo do ranking e perdeu a final para a anfitriã França, que era apenas a 18ª colocada.
  • França (2002): Favoritíssima e líder, foi eliminada de forma vexatória na fase de grupos. O Brasil, então vice-líder, levou o penta.
  • Brasil (2006): O “quadrado mágico” liderava o ranking, mas caiu para a França nas quartas de final. A Itália, 13ª colocada, foi a campeã.
  • Brasil (2010): Novamente no topo, a Seleção caiu nas quartas para a Holanda. A campeã Espanha era a vice-líder antes do torneio.
  • Espanha (2014): Campeã do mundo e líder do ranking, foi humilhada na fase de grupos, sofrendo uma goleada de 5 a 1 da Holanda em Salvador. A Alemanha, vice-líder, foi a campeã.
  • Alemanha (2018): Líder na Rússia, a atual campeã amargou a lanterna de seu grupo. A campeã França era a 7ª no ranking.
  • Brasil (2022): Entrou em campo no Catar como o número 1 do mundo, mas foi eliminado pela Croácia nas quartas. A Argentina, 3ª colocada na listagem, sagrou-se tricampeã.

O último ranking oficial divulgado pela Fifa antes do início da Copa do Mundo de 2026 foi publicado no dia 11 de junho. Por uma ironia do destino, o topo da tabela desenhou perfeitamente o confronto final que acontecerá no Estádio de Nova York/Nova Jersey:

A Argentina chegou ao torneio na liderança do ranking (1º lugar) e tenta quebrar a escrita histórica. Já a Espanha entrou na Copa como a vice-líder (2º lugar) e pode se beneficiar do tabu caso o retrospecto negativo dos líderes se repita.

No próximo domingo, Lionel Messi e a Albiceleste têm a chance de alcançar a glória máxima mais uma vez e, de quebra, reescrever as estatísticas e sepultar de vez a mística que assombra os líderes do futebol mundial há 33 anos. Fonte: A Tarde

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