Atropelamento na Pituba: Acusado de matar policial aposentada vai a júri popular

Policial rodoviária federal apresentada passou dez dias internada, mas não resistiu aos ferimentos Crédito: Reprodução

Defesa do motorista ainda pode recorrer da decisão; crime aconteceu em outubro do ano passado na Avenida Paulo VI.

A Justiça da Bahia determinou que João Victor Santos Barreto, de 20 anos, seja julgado por um júri popular pela morte da policial rodoviária federal aposentada Martha Maria dos Santos, de 60 anos. Martha foi atropelada em outubro do ano passado enquanto corria na Avenida Paulo VI, no bairro da Pituba, em Salvador.

A decisão foi assinada na última terça-feira (26) pela juíza Andrea Teixeira Lima Sarmento Netto, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Segundo a magistrada, há indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja analisado pelo Conselho de Sentença, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

De acordo com a acusação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), as circunstâncias do atropelamento apontam para uma conduta de extremo risco:

  • Irregularidades: O acusado dirigia em alta velocidade, na contramão e não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
  • Fuga: João Victor fugiu do local sem prestar socorro à vítima.
  • Fraude: Após o acidente, ele teria mandado trocar o para-brisa do Ford Ecosport para tentar ocultar as provas. Laudos periciais confirmaram que o veículo tinha danos compatíveis com atropelamento e que a peça original foi substituída.

Martha Maria sofreu traumatismo craniano devido ao impacto e faleceu após passar um período internada no Hospital Geral do Estado (HGE).

A defesa do jovem tentou desclassificar o crime para homicídio culposo no trânsito (quando não há intenção de matar), alegando a ausência de dolo eventual — momento em que o condutor assume o risco do resultado. Os advogados também sustentaram que a substituição do vidro do carro não teve o objetivo de atrapalhar as investigações.

No entanto, a juíza rejeitou os pedidos da defesa.

Além de responder por homicídio qualificado, João Victor será julgado por fraude processual e por dirigir sem habilitação gerando perigo de dano. A prisão preventiva do acusado foi mantida. Como a defesa ainda pode recorrer da decisão que o enviou a júri popular, a data do julgamento segue indefinida. Fonte: Correio 24hrs

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