“Mal-entendido com óculos inteligentes”: Filho de ginecologista nega gravações e diz que prisão foi ilegal

Suspeito se apresentou na Casa da Mulher Brasileira Crédito: Divulgação Haeckel Dias PCBA

O pesquisador Hosanah Filho divulgou uma nota de esclarecimento defendendo seu pai, o médico ginecologista Hosaná Pereira de Santana, após o que classificou como um “grave episódio de injustiça”. O médico havia sido preso sob a suspeita de filmar uma paciente durante uma consulta em uma clínica na Vila Laura, mas foi solto após audiência de custódia, que reconheceu a ilegalidade do flagrante por falta de provas.

Segundo a defesa familiar, a acusação partiu de um mal-entendido envolvendo os óculos de inteligência artificial da Meta, que o médico utiliza no dia a dia com lentes de grau. O filho do ginecologista enfatizou que o dispositivo não possui câmera escondida e que qualquer gravação exige acionamento manual, o qual obrigatoriamente ativa um sinal luminoso (LED branco) visível a todos ao redor — o que não ocorreu durante o atendimento.

A nota destaca que a Justiça confirmou a inexistência de qualquer gravação nos aparelhos e que o médico colaborou integralmente com as investigações desde o início.

“Foram atribuídas a ele uma suposta confissão que JAMAIS EXISTIU, criando uma narrativa falsa e muito danosa. Hoje, recebemos a confirmação da Justiça: o flagrante foi reconhecido como ilegal por absoluta ausência de provas. A suposta gravação nunca existiu”, afirmou o pesquisador.

Além do posicionamento familiar, colegas de profissão publicaram um vídeo manifestando solidariedade e profunda indignação com o julgamento público precipitado. Os profissionais ressaltaram que, em cerca de 20 anos de carreira, o doutor Hosaná construiu uma trajetória sólida, ética e sem qualquer histórico que maculasse sua conduta profissional. Fonte: Correio 24hrs

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