Adilsinho: O “Poderoso Chefão” do Bicho e da Máfia do Cigarro no Rio

 Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Fim da Caçada: Quem é Adilsinho, o Rosto da “Nova Contravenção” no Rio

Após anos figurando na lista dos mais procurados do Rio de Janeiro, Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, está finalmente atrás das grades. Com cinco mandados de prisão preventiva em aberto, ele é apontado pelos investigadores não apenas como um bicheiro comum, mas como o principal articulador de uma engrenagem criminosa moderna que monopolizou a venda de cigarros falsificados em quase metade do estado.

Diferente dos contraventores da velha guarda, Adilsinho diversificou seus negócios. Sua influência se estende da Zona Sul à Baixada Fluminense, consolidando poder através de:

  • Domínio Territorial: Controle de 45 dos 92 municípios do Rio.
  • Monopólio Comercial: Comerciantes eram coagidos a vender apenas os cigarros de seu grupo, sob risco de represálias violentas.
  • Estrutura Industrial: Alvo das operações Libertatis (2023 e 2025), sua organização mantinha fábricas clandestinas com mão de obra paraguaia em condições análogas à escravidão.

A ascensão de Adilsinho foi marcada pela eliminação de rivais. Entre as acusações que pesam contra ele, destacam-se:

  • Homicídios Estratégicos: As execuções de Marco Antônio “Marquinhos Catiri” e Fabrício Alves Martins, motivadas pela disputa por pontos de bicho e máquinas caça-níqueis.
  • Grupo de Extermínio: A polícia investiga seu envolvimento em pelo menos 27 crimes cometidos por pistoleiros a serviço de sua organização.

O bicheiro não se escondia apenas nas sombras. Ele cultivava uma imagem pública exótica e luxuosa:

  • O “Atacante”: Fundou o Clube Atlético Barra da Tijuca, onde atuou como jogador profissional e batedor oficial de pênaltis até os 48 anos.
  • Festa no Copacabana Palace: Em 2021, no auge da pandemia, reuniu 500 convidados e artistas de renome (como Gusttavo Lima e Ludmilla) em uma festa temática inspirada no filme O Poderoso Chefão.

Esta não é a primeira vez que o nome de Adilsinho surge em grandes operações. Em 2011, na Operação Dedo de Deus, a polícia encontrou R$ 4,6 milhões escondidos em fundos falsos de paredes e na rede de esgoto de sua mansão na Barra da Tijuca. Se antes ele conseguiu anular condenações, agora enfrenta um cerco jurídico muito mais robusto, envolvendo crimes federais e estaduais. Fonte: A Tarde

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