Endreo Lincoln foi preso pela morte de Ana Luiza Crédito: Reprodução
A prisão e subsequente morte de Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos, trouxeram à tona um rastro de violência que precede o feminicídio da miss baiana Ana Luiza Mateus. Antes do crime que chocou o país, Endreo já havia sido detido em outubro de 2025, no Mato Grosso do Sul, por uma sessão de tortura contra outra ex-namorada que a deixou com sequelas irreversíveis.
O depoimento da vítima anterior revela um cenário de horror motivado por ciúmes doentios:
- Tortura física e psicológica: A mulher relatou ter sido enforcada e agredida por horas, enquanto o suspeito descrevia detalhadamente como planejava matá-la em uma fazenda e descartar o corpo em uma cachoeira.
- Sequelas graves: Devido aos espancamentos, a vítima sofreu traumatismo e perdeu parcialmente a visão de um dos olhos.
- Cárcere e roubo: Para conseguir socorro médico em uma UPA, ela precisou convencer o agressor a libertá-la, mas foi obrigada a entregar seus pertences antes de ele fugir.
Contraste absoluto com seus atos, Endreo mantinha uma presença digital polida:
- Apresentava-se como estudante de Medicina, empresário e investidor do mercado financeiro (Bitcoin e FOREX).
- Utilizava citações bíblicas em sua biografia, transmitindo uma imagem de homem religioso e bem-sucedido.
Endreo foi localizado pela Delegacia de Homicídios no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (22). No momento da abordagem, tentou enganar os policiais usando o documento de identidade do irmão.
De acordo com o delegado Renato Martins, o comportamento do suspeito durante o interrogatório foi marcado por contradições e abusos verbais contra a memória de Ana Luiza:
“Ele diz apenas o seguinte: ‘eu sou o culpado, independentemente de eu ter feito ou não alguma coisa, eu sou o culpado disso tudo’. Xigou, diminuiu a pessoa dela como mulher… um aspecto extremamente abusivo”, afirmou o delegado.
Horas após ser levado para a cela, Endreo foi encontrado morto. O local passou por perícia técnica ainda na noite de ontem. O caso de Ana Luiza, natural de Teixeira de Freitas (BA), segue sob investigação para o fechamento formal do inquérito, agora com a confirmação do perfil de reincidência do agressor. Fonte: Correio 24hrs


