Banco de reservas ou conspiração comercial? Entenda a teoria que envolve o sumiço de Endrick na Copa

Endrick no banco contra o Marrocos – Foto: CBF

O frustrante empate em 1 a 1 com o Marrocos na estreia da Copa do Mundo acendeu a pressão da torcida sobre a Seleção Brasileira comandada por Carlo Ancelotti. O principal clamor das redes sociais é pela entrada do atacante Endrick, de 19 anos. No entanto, o chá de banco do camisa 19 — que vem de poucos minutos no Real Madrid e no Lyon — fez ressurgir na internet uma antiga e polêmica teoria da conspiração: a de que interesses de patrocinadores estariam ditando a escalação.

Os torcedores questionam se a ausência do jovem talento tem relação com o fato de ele ser o principal embaixador global da New Balance, enquanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é patrocinada historicamente pela Nike.

Antes mesmo de sua primeira convocação para a Seleção principal, Endrick assinou com a marca americana até julho de 2028. Ele recusou gigantes como Adidas e Puma por um motivo estratégico: protagonismo.

  • Na Nike: Ele dividiria os holofotes com Vinicius Junior.
  • Na Adidas: A figura central ainda é Lionel Messi.
  • Na Puma: Neymar ocupa o posto de destaque.
  • Na New Balance: O brasileiro foi escolhido para ser a face global da marca no futebol, ganhando inclusive uma linha exclusiva de chuteiras.

Para quem defende a teoria, cada close na transmissão da Copa do Mundo mostrando as chuteiras de Endrick representaria uma vitória publicitária gigantesca para a New Balance dentro de um torneio dominado pela Nike (parceira da CBF) e pela Adidas (patrocinadora oficial da Fifa).

Não há absolutamente nenhuma evidência pública ou prova de que fornecedoras de material interfiram nas decisões técnicas de Ancelotti. O futebol moderno sempre misturou atletas de marcas concorrentes no mesmo gramado.

Essa desconfiança do torcedor brasileiro com patrocinadores não nasceu do nada; ela se alimenta do passado:

  • O Contrato de 1996: Em meados dos anos 90, o contrato entre Nike e CBF veio a público, revelando cláusulas que exigiam a presença de jogadores titulares em amistosos comerciais.
  • O Caso Ronaldo (1998): Na final da Copa da França, Ronaldo Fenômeno sofreu uma convulsão horas antes do jogo, foi cortado e, misteriosamente, voltou à escalação minutos antes de a bola rolar. Até hoje o episódio é usado na cultura popular como símbolo de suposta pressão comercial, embora nada tenha sido provado.

Fora do futebol, o choque de marcas mais famoso envolveu Michael Jordan nas Olimpíadas de 1992. Ícone da Nike, Jordan subiu ao pódio para receber o ouro cobrindo o logotipo da Reebok (patrocinadora do agasalho dos EUA) com a bandeira americana. O caso ilustrou como o topo do esporte é uma eterna guerra de marcas.

Seja por escolha tática de Ancelotti ou pelo ritmo de jogo do atleta, o debate continuará inflamado fora das quatro linhas. O Brasil volta a campo nesta sexta-feira (19), às 21h30, contra o Haiti. Caso Endrick continue assistindo ao jogo do banco, a teoria dos patrocinadores certamente ganhará novos capítulos no imaginário da torcida. Fonte: A Tarde

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