Wilson Dias / Agência Brasil
A CPI do Crime Organizado vive uma quarta-feira (8) de expectativas opostas. O atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou sua presença para prestar esclarecimentos ao colegiado. Por outro lado, o ex-mandatário da instituição, Roberto Campos Neto, deve faltar à oitiva, mantendo o histórico de resistências judiciais contra convocações parlamentares.
Mesmo na condição de convidado — o que desobriga o comparecimento — Galípolo optou por atender ao chamado do senador Fabiano Contarato.
- O foco do depoimento: A oitiva, baseada em requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-RN), busca detalhes sobre uma reunião no Palácio do Planalto entre Galípolo e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
- Justificativa: A comissão investiga possíveis conexões e influências do crime organizado no setor financeiro, citando o caso do Banco Master como ponto de interesse.
Diferente de seu sucessor, Roberto Campos Neto foi convocado, condição que teoricamente obriga a presença. No entanto, os bastidores indicam que ele não comparecerá.
- Histórico: Campos Neto tem recorrido ao Supremo Tribunal Federal (STF) em situações similares para garantir o direito de não depor, estratégia que deve ser repetida para evitar o desgaste político na CPI.
O colegiado enfrenta uma pressão severa de tempo. O relatório final precisa ser entregue até o próximo dia 14, data prevista para o encerramento dos trabalhos.
- Prorrogação Incerta: O relator Alessandro Vieira busca negociar uma extensão do prazo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Obstáculos: No entorno de Alcolumbre, a avaliação é pessimista. O calendário eleitoral e a resistência política em manter CPIs ativas neste período tornam a prorrogação pouco provável.
A CPI tenta rastrear fluxos financeiros e lavagem de dinheiro, mas a falta de depoimentos-chave de ex-autoridades pode comprometer a profundidade das conclusões do relatório final de Alessandro Vieira. Fonte: Bnews


