Foto: Divulgação/Adidas
A seleção da República Democrática do Congo (RDC) poderá disputar o Mundial normalmente, apesar das duras restrições sanitárias impostas pelos Estados Unidos devido a um surto de ebola na África. A garantia foi dada nesta terça-feira (19) por um integrante do Departamento de Estado norte-americano, que confirmou a flexibilização das regras para a delegação do país.
O anúncio traz alívio para os torcedores, já que a RDC carimbou o seu retorno à Copa do Mundo após mais de 50 anos de ausência. A equipe africana está no Grupo K, ao lado de Colômbia, Portugal e Uzbequistão.
Para conter o avanço do vírus — que já causou mais de 130 mortes na África —, o governo americano havia anunciado o reforço na triagem de aeroportos e a restrição temporária da entrada de estrangeiros vindos da RDC, Uganda e Sudão do Sul.
No entanto, a seleção congolesa conseguiu uma “brecha” segura nos protocolos devido ao seu planejamento:
- Logística na Europa: A delegação está realizando o período de preparação em solo europeu, o que reduz o contato direto recente com as áreas de risco.
- Isolamento e testes: Caso algum membro da equipe tenha estado na RDC nos últimos 21 dias, precisará passar por um monitoramento rigoroso. “Estamos trabalhando para incluí-los sob o mesmo protocolo de isolamento e testagem aplicado aos cidadãos norte-americanos”, explicou a autoridade sob anonimato.
- Apenas atletas: O governo dos EUA deixou claro que essa flexibilização se aplica exclusivamente à delegação esportiva. Torcedores vindos da República Democrática do Congo continuam temporariamente proibidos de entrar no país.
A última vez que o país disputou o torneio foi em 1974, quando ainda jogava sob o nome de Zaire. Agora, o calendário da seleção congolesa já está definido:
- 17 de junho: Estreia contra Portugal, em Houston (EUA).
- 23 de junho: Confronto contra a Colômbia, em Guadalajara (México).
- 27 de junho: Encerramento da fase de grupos contra o Uzbequistão, em Atlanta (EUA).
Fonte: A Tarde


