Foto: divulgação STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza no próximo dia 8 de janeiro, em Brasília, um evento institucional para lembrar os três anos dos atos golpistas que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Na ocasião, milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparam prédios públicos na capital federal defendendo a ruptura democrática e a intervenção militar.
Com o tema “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, a programação organizada pela Suprema Corte contará com exposição, exibição de documentário, debates e uma roda de conversa com jornalistas, reforçando a importância da preservação da democracia e da memória institucional.
As atividades terão início no começo da tarde com a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, no Espaço do Servidor do STF. Na sequência, será exibido no Museu do tribunal o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução”, que retrata os impactos dos ataques e o processo de recuperação das sedes dos Poderes.
O evento segue com uma roda de conversa entre profissionais da imprensa e termina com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no Salão Nobre do Supremo Tribunal Federal.
Ao relembrar a data em anos anteriores, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, classificou os ataques de 8 de janeiro como a “face visível” de um movimento articulado para promover um golpe de Estado. Segundo o magistrado, recordar o episódio é essencial para virar a página da história sem apagar a gravidade dos fatos.
Os atos golpistas tiveram início logo após o resultado das eleições presidenciais de 2022, com bloqueios de rodovias e acampamentos em frente a quartéis em diversas cidades do país. A escalada incluiu ainda a tentativa de atentado com bomba próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e episódios de violência no dia da diplomação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Após as investigações, o STF condenou Jair Bolsonaro e aliados próximos por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, apontando que o ex-presidente articulou ações para anular o resultado eleitoral e tentou obter apoio das Forças Armadas para permanecer no poder após a derrota nas urnas. Fonte: IB


