Jefferson Rudy/Agência Senado
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) compareceu à sede da Polícia Científica de Alagoas, nesta quinta-feira (23), para realizar voluntariamente a coleta de seu material genético. O exame de DNA integra um inquérito que apura uma denúncia de estupro de vulnerável, crime que o parlamentar nega veementemente ter praticado.
A defesa do deputado solicitou autorização judicial para adiantar a coleta, sob o argumento de que a medida aceleraria as investigações e comprovaria sua inocência perante as graves acusações.
O caso, que envolve uma adolescente de 13 anos, foi levado à Polícia Federal e gerou cenas de forte tensão em Brasília:
- Confronto na CPMI: Durante o encerramento da CPMI do INSS, na qual Gaspar era relator, o deputado Lindbergh Farias (PT) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos) dirigiram-se a ele como “estuprador” e “pedófilo”.
- Reação Jurídica: Em resposta, Alfredo Gaspar protocolou representações por denunciação caluniosa contra os parlamentares e acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que ambos sejam responsabilizados pelas declarações.
Em suas redes sociais, Gaspar classificou as acusações como uma manobra política orquestrada por adversários:
“Fui acusado de forma covarde, vil e abjeta por membros do PT. Criaram uma cortina de fumaça justamente no dia em que pedi a prisão do filho do presidente da República. Quem tem a verdade não teme absolutamente nada”, afirmou o parlamentar.
O deputado reafirmou que sua ida à Polícia Científica foi um ato de transparência e que confia na “soberania da verdade” para o desfecho do caso. As investigações seguem em sigilo para apurar os fatos relatados à PF. Fonte: Bnews


