Rafael Ribeiro / CBF
O planejamento da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá sofreu um revés inesperado. A joia Estêvão, do Chelsea, pode ficar de fora do Mundial devido à gravidade de uma lesão muscular sofrida no último clássico contra o Manchester United. Segundo o portal The Athletic, as chances de recuperação a tempo do torneio são reduzidas, o que obriga a comissão técnica a agir rápido.
Nesse cenário de incerteza, o nome de Endrick surge como o substituto imediato. O atacante, que vive um momento brilhante no Lyon, consolidou seu favoritismo após uma atuação de gala contra o PSG, onde marcou um gol e deu uma assistência. A ascensão de Endrick na França o coloca como o herdeiro natural do setor ofensivo caso a ausência de Estêvão seja confirmada.
A comissão de Carlo Ancelotti trabalha com a meta de convocar nove atacantes. Com nomes como Vinícius Júnior, Raphinha, Matheus Cunha, João Pedro, Luiz Henrique e Gabriel Martinelli praticamente assegurados, a briga pelas vagas restantes está acirrada.
O foco agora se volta para a função de centroavante. Igor Thiago, vice-artilheiro da Premier League pelo Brentford com 21 gols, ganhou prestígio após bons desempenhos nos amistosos contra França e Croácia. Ele disputa espaço diretamente com nomes experientes como Richarlison, Pedro e a recente opção Igor Jesus.
No radar de Ancelotti também está Neymar. Atualmente no Santos, o camisa 10 busca recuperar o ritmo de jogo para provar que tem condições físicas de disputar o Mundial. No entanto, sua convocação envolve discussões que vão além do campo: a CBF avalia como seria sua postura em um eventual banco de reservas e o impacto de sua presença no ambiente da delegação.
Além disso, há a possibilidade de Neymar ser utilizado como meia, o que mudaria a configuração do grupo e aumentaria a concorrência para jogadores como Lucas Paquetá e Andrey Santos. Com a lesão de Estêvão, o que era um planejamento sólido transformou-se em um quebra-cabeça tático para a Seleção. Fonte: Bnews


