Vigilância e denúncia de funcionários de condomínio foram decisivas para condenação de José Dumont

José Dumont Crédito: Reprodução

A recente prisão do ator José Dumont pelo crime de estupro de vulnerável revelou o papel fundamental desempenhado por funcionários e pela administração do edifício onde o artista residia. Segundo os autos do processo, a denúncia que culminou na sentença judicial partiu da observação atenta de porteiros e da síndica do prédio, que utilizaram o sistema de câmeras de segurança para confirmar as suspeitas de abusos contra um adolescente.

A investigação interna começou quando o porteiro noturno relatou ao porteiro-chefe uma movimentação atípica entre o ator e o jovem de 14 anos. Ao revisarem as imagens do circuito interno, os funcionários flagraram momentos em que o ator apalpava e beijava o menor de idade. Diante das evidências, a síndica foi acionada e, após confirmar o conteúdo das gravações, encaminhou o material às autoridades policiais.

No tribunal, o laudo pericial das imagens foi um dos pilares da decisão do juiz Daniel Werneck Cotta. A defesa do ator tentou argumentar que os registros mostravam apenas demonstrações de afeto paternal, mas a tese foi refutada pelo magistrado, uma vez que o monitoramento contradizia a versão dos advogados. O caso, que remonta a 2022, envolve o filho de uma vendedora ambulante que atuava na região do Flamengo, onde Dumont morava.

Com uma carreira de mais de quatro décadas na televisão e no cinema brasileiros, José Dumont acumulou papéis de destaque em produções como a primeira versão de Pantanal, América, Velho Chico e, mais recentemente, Todas as Flores. No entanto, sua trajetória artística foi interrompida pelas investigações criminais. Após o trabalho de inteligência da Polícia Civil, o ator foi localizado em sua residência e conduzido ao sistema prisional para o cumprimento da pena, após a conclusão do processo com condenação transitada em julgado. Fonte: Correio 24hrs

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