Sonolência pós-almoço: entenda por que o corpo perde energia no meio da tarde

Cansaço físico e emocional recorrente, irritabilidade, insônia, dor de cabeça, tontura, falta de apetite e falta de ar devem ser avaliados Crédito: Shutterstock

A sensação de cansaço, bocejos frequentes e a dificuldade de concentração que surgem no meio da tarde são fenômenos comuns e possuem explicações biológicas que vão além da simples alimentação. Segundo especialistas, essa queda de disposição está diretamente ligada ao ciclo circadiano, o relógio biológico interno que regula funções como temperatura corporal, fome e níveis de alerta.

De acordo com a pesquisadora Vânia D’Almeida, professora da Unifesp e integrante do Instituto do Sono, o organismo apresenta uma redução fisiológica natural do estado de alerta após o meio-dia. Esse processo é controlado pelo hipotálamo e pode ser intensificado caso o indivíduo não tenha tido uma noite de sono reparadora. Para adultos, a recomendação média é de sete horas de descanso por noite, embora essa necessidade varie individualmente.

Fatores que agravam a fadiga diurna

Além do ritmo natural do corpo, a qualidade do sono noturno é determinante. A produção de melatonina, hormônio que prepara o corpo para o descanso, pode ser prejudicada pela exposição excessiva à luz de telas de celulares e computadores antes de dormir. Outro fator relevante é a irregularidade nos horários de acordar e deitar, o que desregula o relógio biológico e aumenta a sonolência diurna.

A alimentação também desempenha um papel crucial na manutenção da energia. Segundo o nutrólogo Daniel Magnoni, refeições muito pesadas, gordurosas ou excessivamente calóricas exigem um esforço maior do organismo para a digestão, desviando a energia e acentuando a sensação de fadiga após o almoço.

Quando o cansaço sinaliza um problema de saúde

Em alguns casos, a exaustão constante pode indicar distúrbios como apneia do sono ou insônia. Especialistas utilizam ferramentas como a Escala de Sonolência de Epworth para medir a probabilidade de um paciente cochilar em situações cotidianas e identificar se a sonolência é excessiva.

Para melhorar a disposição e minimizar a queda de energia vespertina, recomenda-se a adoção de hábitos de higiene do sono e cuidados dietéticos:

  • Manter horários regulares para dormir e acordar;
  • Reduzir o uso de dispositivos eletrônicos à noite;
  • Optar por refeições leves e equilibradas;
  • Manter a hidratação constante ao longo do dia;
  • Praticar cochilos curtos, entre 20 e 40 minutos, logo após o almoço.

Caso a falta de energia persista mesmo após ajustes na rotina e no ambiente de sono, a recomendação médica é buscar uma avaliação especializada para investigar possíveis alterações hormonais ou patologias do sono que possam estar prejudicando a qualidade de vida. Fonte: Correio 24hrs

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