Bombeiros combatem um incêndio após um ataque de drone russo em Lviv – Foto: YURIY DYACHYSHYN/AFP
Uma operação conjunta entre as autoridades da Alemanha e da Espanha revelou, nesta terça-feira (24), as engrenagens de uma tática russa que preocupa a União Europeia: o uso de civis sem histórico militar como espiões “descartáveis”. Um ucraniano e uma romena foram detidos sob a acusação de vigiar um fornecedor estratégico de drones e softwares para o exército da Ucrânia.
A Rota da Vigilância As investigações apontam que o monitoramento começou na Alemanha em dezembro de 2025, liderado pelo ucraniano Serguéi N. Quando o alvo se mudou para a Espanha, a romena Alla S. assumiu a missão. A rede de inteligência russa orquestrou a captura de informações em dois países distintos: Serguéi foi preso em Elda (Alicante), e Alla em Rheine, no oeste alemão.
O Método do Recrutamento O que mais chama a atenção das autoridades é a simplicidade do recrutamento. Diferente dos espiões de carreira, esses agentes são atraídos por anúncios de “trabalho extra” em aplicativos como WhatsApp e Telegram.
- Vantagem para o Kremlin: Por não possuírem ligações oficiais com o governo russo, esses civis dificultam o rastreamento e a atribuição de culpa ao Estado.
- Foco nos Drones: O alvo não foi aleatório. Os drones são hoje o recurso tecnológico mais crítico no conflito, definindo o sucesso de batalhas de precisão.
Segundo a Procuradoria alemã, o caso é parte de uma campanha global de sabotagem e intimidação contra nações que apoiam Kiev, transformando cidadãos comuns em peças de um tabuleiro de guerra híbrida. Fonte: A Tarde


