Como empresa de mergulho escondia cocaína em cascos de navios em Salvador.

Esquema internacional usava estrutura empresarial para exportar droga pelo mar Crédito: Reprodução

Expertise em mergulho era peça-chave para o envio de cocaína ao exterior pelo Porto de Salvador

A prisão do empresário Itamar Macedo da Silva, realizada na região do Iguatemi, revelou as engrenagens de um esquema sofisticado de tráfico internacional de drogas operando na capital baiana. Segundo a “Operação Arpão”, a empresa Oceantec Marítima Ltda., da qual Itamar é sócio, não prestava apenas serviços de manutenção naval, mas servia como fachada e suporte logístico para a exportação de entorpecentes em larga escala.

A investigação aponta que a organização criminosa utilizava a estrutura da empresa para armazenar drogas — onde já foram apreendidos mais de 816 kg de cocaína — e aproveitava o conhecimento técnico de mergulho para ocultar a carga de forma estratégica.

O “Modus Operandi” Subaquático: Diferente de métodos tradicionais, o grupo utilizava a atividade de limpeza de cascos de navios para esconder a droga em compartimentos subaquáticos das embarcações.

“A empresa valia-se de sua expertise para ocultar vultosa quantidade de droga em compartimentos subaquáticos”, destaca a decisão judicial que manteve a prisão preventiva de Itamar.

O que chamou a atenção dos investigadores, além do maquinário pesado e equipamentos de mergulho, foi o padrão de vida ostentado pelo sócio. Itamar mantinha um cotidiano de alto padrão, incompatível com a renda declarada:

  • Bens de Consumo: Uso de veículos de luxo, relógios de grife e roupas de marcas exclusivas.
  • Viagens: Registros constantes de roteiros internacionais de luxo.
  • Moradia: O suspeito foi monitorado e preso em um condomínio de elite em Salvador.

Para o Ministério Público, os indícios confirmam a participação em uma organização com conexões internacionais. Com a apreensão de aparelhos celulares durante a prisão, a polícia agora trabalha para mapear os destinatários da droga no exterior e identificar outros braços do esquema que utiliza a logística marítima da Bahia como rota do tráfico. Fonte: Correio 24hrs

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