Frente a frente: Atleta que teve perna amputada reencontra empresário em audiência em Salvador

Emerson falou com a imprensa antes da audiência – Foto: Bruno Dias/Portal MASSA!

O Fórum Criminal de Sussuarana foi palco, nesta quinta-feira (21), do primeiro reencontro entre o atleta Emerson Silva Pinheiro e o empresário Cleydson Cardoso Costa Filho, desde o atropelamento ocorrido em agosto do ano passado na orla de Salvador. A audiência marca um novo capítulo no caso que resultou na amputação de uma das pernas do corredor.

Antes de entrar na sessão, Emerson relatou o peso emocional do momento, mas se mostrou firme.

“Vou ouvir e vou falar também. Quero falar a ele sobre o que eu estou sentindo, sobre o que ele fez com a minha vida, tirou a minha perna”, desabafou o atleta, que revelou ainda enfrentar sérias dificuldades de locomoção e a necessidade de passar por uma nova cirurgia na perna esquerda, que também foi gravemente afetada.

Cleydson, que é filho da vereadora de Salvador Débora Santana, responde ao processo em liberdade provisória desde setembro de 2025 e cumpre medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. No fórum, ele e seu advogado preferiram não falar com a imprensa.

De acordo com a advogada do atleta, Losangela Passos, a defesa do empresário formalizou um pedido à Justiça para abrandar as regras da liberdade condicional. O réu solicita:

  • Autorização para circular em horário noturno;
  • Permissão para deixar a comarca de Salvador.

O pedido agora aguarda o parecer do Ministério Público da Bahia (MPBA) antes da decisão do juiz.

Na mesma semana, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) negou um recurso e manteve a decisão que obriga o custeio das despesas de reabilitação e sustento de Emerson.

A determinação atinge a vereadora Débora Santana, cuja defesa emitiu uma nota contestando a obrigação judicial:

O argumento da defesa: A equipe jurídica da parlamentar afirma que ela se solidariza com a vítima, mas argumenta que qualquer ajuda financeira deve ser voluntária e não uma imposição da Justiça, alegando que o filho é maior de idade e deve responder individualmente por seus atos. Fonte: A Tarde

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