Divulgação/Redes sociais
A “Ponte do Esqueleto”, estrutura desativada localizada entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, será totalmente demolida. A decisão de urgência foi tomada pelo Governo Federal após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de apenas 19 anos, no último sábado (13). Ela despencou de uma altura de 40 metros durante um salto de rope jump após falhas nos equipamentos de segurança.
A interdição da área começou nesta quarta-feira (17). Como a demolição e implosão total da estrutura exigem trâmites técnicos complexos, a Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo (SPU-SP) adotou barreiras físicas imediatas para bloquear o local:
- Abertura de valas profundas nos acessos terrestres;
- Instalação de barreiras de concreto pesadas;
- Fixação de placas de aviso explícito de perigo.
Desativada para veículos há cerca de 30 anos, a ponte virou um ponto turístico negligenciado e palco frequente de acidentes e esportes radicais.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o grupo que organizava os saltos operava de forma 100% clandestina. A SPU reforçou que o monumento passou para a gestão federal em maio e que nenhuma autorização para eventos recreativos jamais foi emitida. Além disso, o rope jump sequer possui regulamentação oficial no Brasil.
“Sequer possuíam uma empresa formalizada, o que fará com que os acusados respondam criminalmente de forma individual”, apontou a investigação policial.
Três instrutores que operavam a atividade no dia da tragédia tiveram suas prisões em flagrante convertidas em preventivas pela Justiça:
- Luis Felipe Feliciano Egoroff (32 anos)
- Vitor de Freitas Gonçalves (27 anos)
- Maicon Fernandes Cintra (42 anos)
A defesa dos três detidos alegou que os clientes possuem anos de experiência na modalidade e que o acidente foi uma “triste fatalidade” decorrente dos riscos inerentes ao esporte radical. Fonte: Bnews


