Tifanny Abreu se manifesta após nova proibição de atuar pela CBV: “Existindo e resistindo”

Tifanny, atleta de vôlei transexual – Foto: Carol Fotografia | Osasco

Jogadora de vôlei perdeu condição de jogo após suspensão de liminar; defesa da atleta estuda novos recursos na Justiça comum.

A jogadora de vôlei Tifanny Abreu voltou a se pronunciar sobre os recentes desdobramentos de sua carreira no esporte brasileiro. Em publicação nas redes sociais no domingo (1º), a atleta reafirmou sua determinação em continuar atuando profissionalmente, mesmo diante dos impedimentos impostos para disputar competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

“Em novembro, carregarei comigo a coragem de resistir, a dignidade de existir e o amor por uma profissão que escolhi exercer com verdade, respeito e carinho”, escreveu a oposta, reforçando que não pretende abandonar a modalidade. “Eu continuo aqui. Existindo, resistindo e acreditando”, completou.

O pronunciamento ocorre na sequência de uma série de idas e vindas judiciais. No dia 16 de outubro, Tifanny obteve uma liminar que lhe garantiu o direito de atuar na Supercopa e na Superliga. Com a autorização, ela entrou em quadra na final da Supercopa contra o Praia Clube, marcou 15 pontos na vitória do Osasco por 3 sets a 0 e faturou o Troféu VivaVôlei de melhor jogadora da partida.

No entanto, o cenário mudou no dia 23 de outubro, quando o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a autorização, e a Justiça Desportiva negou, por unanimidade, um mandado de garantia apresentado pela atleta. Com os reveses, Tifanny ficou sem condições legais de jogo nas competições da CBV. Sua defesa informou que pretende recorrer novamente à Justiça comum. Fonte: A Tarde

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