Governo da Bahia revoga licitação mais barata e aprova compra de trens com aumento de 29%

Crédito da imagem: Divulgação / CCR Metrô Bahia

Nova concorrência vencida pelo Consórcio Alstom custará R$ 632,7 milhões; edital anterior, vencido por chinesa, previa gasto de R$ 490,3 milhões.

O governo de Jerônimo Rodrigues (PT) homologou uma nova licitação para a aquisição de dez trens destinados ao sistema de metrô de Salvador e Lauro de Freitas. O Consórcio Grupo Alstom, ligado à fabricante francesa, venceu a disputa pelo valor de R$ 632.719.519,37. A contratação gerou repercussão devido à diferença de preço em relação a um processo anterior: em julho, a Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) havia homologado a mesma compra por R$ 490,3 milhões, proposta apresentada pela chinesa CRRC Changchun. Com a revogação e a nova concorrência, o valor final encareceu em R$ 142,3 milhões, o equivalente a um acréscimo de 29%.

A primeira licitação (nº 25.004) foi homologada em 7 de julho de 2026, mas acabou revogada em 14 de agosto, antes da assinatura do contrato. A anulação ocorreu após contestações sobre regras do edital vinculadas ao credenciamento de equipamentos junto ao BNDES, a exemplo do prazo de 20 dias estipulado para a comprovação, o que gerou debates sobre restrição de concorrentes.

Diante do cancelamento, a CTB abriu uma nova concorrência internacional (nº 26.003) para a compra de dez trens de quatro carros cada (totalizando 40 veículos). Realizada em setembro, a nova disputa colocou a Alstom na liderança com a menor proposta (R$ 632,7 milhões), enquanto a CRRC ofertou R$ 636,7 milhões — invertendo o cenário da primeira licitação, na qual os chineses haviam apresentado o menor preço (contra R$ 614,4 milhões da francesa).

A homologação da vitória da Alstom foi oficializada em ato datado de 29 de outubro e publicada no Diário Oficial do Estado. Antes do desfecho, a CRRC apresentou recurso administrativo questionando a habilitação da concorrente, mas os argumentos foram rejeitados pela CTB, que convocou o consórcio francês para firmar o contrato. Fonte: IB

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