Disputa milionária contra a Cimed por fraude industrial envolve Luciano Huck e a Globo no STJ

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Uma grave acusação de fraude industrial e concorrência desleal colocou a farmacêutica Cimed no centro de uma disputa judicial que respinga em Luciano Huck e no grupo Globo. A fabricante mineira Suavetex acusa o CEO da Cimed, João Adibe, e outros seis executivos de se apropriarem indevidamente de fórmulas de produtos de higiene bucal após uma negociação de aquisição de R$ 120 milhões que acabou frustrada.

Luciano Huck e Roberto Marinho Neto (CEO da Globo Ventures) foram arrolados no processo exclusivamente como testemunhas para esclarecer o funcionamento da joint venture mantida entre as partes e a relação comercial das marcas.

De acordo com a queixa-crime apresentada pela Suavetex na Justiça de São Paulo na última terça-feira (3), a Cimed encomendou, em abril de 2025, o desenvolvimento de seis produtos de higiene bucal (três géis dentais e três enxaguantes) sem parabenos e com ação de 12 horas. Durante as tratativas, a Suavetex enviou as formulações completas com os percentuais dos componentes.

Inicialmente notificados à Anvisa sob a marca Carmed, os itens tiveram seu lançamento alterado repentinamente em agosto de 2025. Segundo a denúncia, Adibe informou ao dono da Suavetex, Ronaldo Andrello, o cancelamento da marca Carmed para a entrada de uma nova identidade visual — no mesmo momento em que noticiava a sociedade entre a Cimed, a Globo e a empresa de Huck.

Os produtos acabaram chegando ao mercado sob a marca Super, renotificados na Anvisa em outubro de 2025 por meio da Icefresh, empresa comprada pela Cimed em fevereiro de 2026. A Suavetex sustenta que os itens Super utilizam as mesmas fórmulas criadas por sua equipe técnica.

Paralelamente ao desenvolvimento dos produtos, João Adibe teria oferecido R$ 120 milhões pela compra da Suavetex. Embora a proposta tenha sido aceita por Ronaldo Andrello em 25 de setembro de 2025, a Cimed teria interrompido as conversas cinco dias depois. A fabricante alega que as tratativas foram utilizadas como artifício para obter informações estratégicas e segredos industriais.

A conexão do apresentador e da emissora com o caso decorre da Cilab S.A., joint venture aprovada pelo CADE em agosto de 2025, composta por:

  • Cimed: 70%
  • Globo: 25% (investimento de R$ 154 milhões)
  • Joatinga (Luciano Huck): 5% (aporte de R$ 30 milhões em créditos de mídia ao longo de cinco anos)

A Suavetex busca esclarecer na Justiça se a substituição da linha de produtos foi deliberada dentro do Comitê de Marketing e Mídia da Cilab. Vale ressaltar que nem Huck nem os executivos da Globo são acusados de participação nos crimes alegados.

  • Cimed: Negou categoricamente as acusações em nota oficial. A farmacêutica afirmou que suas relações são pautadas pela boa-fé e transparência, destacando que a Suavetex tem acumulado sucessivas derrotas na esfera cível. A Cimed reforçou ainda que a marca Super é de sua titularidade exclusiva, não faz parte do portfólio da Cilab e que suas ações publicitárias (como no BBB 26) foram pagas diretamente pela empresa.
  • Globo e Luciano Huck: Informaram que a Cilab atua exclusivamente no segmento de higiene infantil com as marcas João e Maria. Ambas as assessorias reiteraram que a linha Super não faz parte da joint venture e nem das deliberações do comitê de mídia do qual participam.

A Suavetex pede a condenação dos executivos da Cimed por concorrência desleal, reparação dos danos materiais e uma indenização mínima de R$ 10 milhões por danos morais. O caso tramita na 1ª Vara Criminal de São Paulo. Fonte: Bnews

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