Em clima de Interlagos, campeão mundial e Gabriel Bortoleto homenageiam Ayrton Senna na Fórmula 1

Kimi Antonelli e Gabriel Bortoleto – Foto: Reprodução I Instagram

O legado de Ayrton Senna voltará a dar o tom no Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1. Para a etapa de Interlagos, que acontece neste fim de semana, os pilotos Gabriel Bortoleto (Audi) e Kimi Antonelli (Mercedes) prepararam capacetes exclusivos em tributo aos 35 anos da histórica e emblemática primeira vitória do tricampeão mundial em solo brasileiro, conquistada em 1991.

As homenagens foram anunciadas na véspera da chegada ao autódromo. Enquanto Bortoleto se prepara para disputar seu segundo GP em casa, o italiano Kimi Antonelli desembarca em São Paulo em grande estilo: aos 20 anos, o jovem recém-coroado campeão mundial de 2026 garantiu o título no último domingo (1º), no México.

O piloto paulista apresentou nas redes sociais um capacete repleto de simbolismos sobre sua trajetória e idolatria por Senna. Uma das ilustrações traz o ídolo no pódio de 1991 com uma estética inspirada na literatura de cordel, enquanto outra estampa o próprio Bortoleto conquistando o título da Fórmula 2 em 2024.

“Um capacete especial pra corrida mais especial do ano. Quis fazer uma homenagem para meu ídolo Senna, 35 anos da sua vitória mais marcante no Brasil. Marcando resiliência e que nunca se deve desistir dos seus sonhos!”, declarou Bortoleto.

O brasileiro chega embalado por um bom resultado no México (8º lugar) e focado em apagar a má impressão da temporada de estreia em Interlagos (2025), quando sofreu acidentes na sprint e na prova principal.

Recém-campeão, Kimi Antonelli é assumidamente fã de carteirinha do brasileiro. Além de criar um capacete comemorativo inspirado no triunfo de 1991, o italiano aproveitou a passagem por São Paulo para visitar a família Senna e conhecer de perto uma das lendárias McLaren pilotadas pelo tricampeão em 1985.

“Dia inesquecível. Obrigado a toda a família Senna. Levará algum tempo para me acostumar, mas vou levar essas memórias comigo para sempre”, celebrou.

A idolatria é tamanha que Antonelli compete com o número 12 em referência a Senna. Mesmo com a conquista do campeonato mundial, ele garantiu que não usará o tradicional número 1 na próxima temporada: “É em parte por superstição e em parte porque me ajuda a manter os pés no chão, me lembra quem eu sou e o que quero alcançar”, explicou.

A escolha dos pilotos remete a uma das atuações mais heroicas da história da categoria. Em 24 de março de 1991, Senna superou problemas dramáticos na caixa de câmbio de sua McLaren — tendo que pilotar as voltas finais praticamente apenas com a sexta marcha engatada — para vencer pela primeira vez em Interlagos, esgotando suas forças físicas ao ponto de quase não conseguir erguer o troféu.

Trinta e cinco anos depois, a façanha será celebrada por uma nova geração de talentos nascida após a morte do ídolo em 1994, unindo o peso da tradição à emoção de correr diante da vibrante torcida brasileira. Fonte: A Tarde

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