Bahia é o atual campeão da Copa do Nordeste – Foto: Maurícia da Mata I CBF
O “Nordestão” vive um momento crítico em sua era moderna. Sem a presença do Bahia, atual campeão e líder histórico de público, a competição amargou números alarmantes na segunda rodada de 2026. A média de pagantes foi a mais baixa registrada desde 2013, acendendo um alerta sobre a atratividade do torneio após as recentes mudanças no calendário da CBF.
Os dados consolidados dos dez jogos da segunda rodada revelam um esvaziamento sem precedentes nas arquibancadas:
- Público total: Apenas 19.030 torcedores em 10 partidas.
- Média por jogo: 1.903 pagantes.
- Comparação drástica: Em 2025, um único jogo entre Bahia e Náutico (22 mil torcedores) superou, sozinho, o público de toda a rodada atual.
Mesmo em 2022, ano que ainda sofria reflexos das restrições sanitárias da pandemia, os números foram superiores aos registrados nesta temporada.
A queda livre no engajamento está diretamente ligada à ausência do Esquadrão de Aço. Por conta da nova regra da CBF para o ciclo 2026-2029, clubes classificados para competições da Conmebol foram impedidos de disputar os regionais.
Como o Bahia garantiu vaga na fase preliminar da Libertadores, foi vetado da Copa do Nordeste, mesmo tendo sido eliminado do torneio continental antes do início da fase de grupos do regional. O impacto financeiro e de visibilidade é imediato, dado o peso do clube no ranking histórico de público da competição (2013–2025):
- Bahia: 20.070 (média de público)
- Fortaleza: 18.723
- Ceará: 17.556
- Sport: 12.000
- Vitória: 6.400
Até o ano passado, a média geral do Nordestão na era moderna era de 6.692 torcedores por partida. O número atual (1.903) representa menos de um terço do padrão histórico. Especialistas e torcedores agora questionam se a exclusão das principais potências da região em prol do calendário sul-americano não estaria sufocando a maior competição regional do Brasil, retirando dela justamente o seu maior trunfo: a força das arquibancadas. Fonte: A Tarde


