Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo foi condenada a 14 anos e 20 dias de prisão Crédito: Reprodução
A investigação que culminou na condenação da desembargadora aposentada Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) teve como um de seus marcos a apreensão de R$ 250 mil em dinheiro vivo. A quantia foi localizada pela Polícia Federal na residência da magistrada e de seu filho, o advogado Vasco Rusciolelli Azevedo.
O montante foi transportado de Rondonópolis (MT) até Salvador, um trajeto monitorado de perto pelos investigadores no âmbito da Operação Faroeste. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o dinheiro integrava o esquema de comercialização de decisões judiciais para favorecer uma empresa do setor agropecuário.
Segundo o relator do processo no STJ, ministro Og Fernandes, a desembargadora utilizou o cargo no Judiciário baiano não apenas para negociar os provimentos, mas também para orientar a elaboração de fundamentos jurídicos que camuflassem a venda das sentenças. As investigações comprovaram a negociação de pelo menos três decisões.
Na última quarta-feira (4), a Corte Especial definiu as penas:
- Sandra Inês Rusciolelli: Condenada a 14 anos e 20 dias de prisão (regime inicial fechado) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além da cassação definitiva da aposentadoria compulsória e perda do vínculo com o serviço público.
- Vasco Rusciolelli Azevedo (filho): Condenado a 13 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Os desdobramentos da Operação Faroeste também resultaram na condenação do empresário Nelson José Vigolo e do advogado Vanderlei Chilante. Por outro lado, o advogado colaborador Júlio Cesar Cavalcanti Ferreira foi contemplado com o perdão judicial.
Fonte: Correio 24hrs


