Bianca Francelino, médica vítima de assédio sexual no Paulistão – Foto: Reprodução I X I EPTV
O que deveria ser um dia normal de trabalho para a médica Bianca Francelino transformou-se em um cenário de violência verbal e importunação sexual. O caso ocorreu no último sábado (7), durante a partida entre Comercial e Nacional-SP, pela Série A4 do Campeonato Paulista, no Estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto.
Enquanto prestava atendimento à equipe visitante, Bianca foi alvo de ataques constantes vindos de torcedores próximos ao alambrado. Segundo a profissional, os insultos incluíram:
- Objetificação: Gritos de cunho sexual e comentários sobre sua aparência física.
- Importunação: Pedidos invasivos de redes sociais e gestos obscenos apontando para partes íntimas.
- Hostilidade de gênero: Ao demonstrar desconforto, a médica ouviu dos agressores que, se ela “não quisesse ouvir esse tipo de zoeira, não deveria estar no campo”.
“Nós, como mulheres, não devemos deixar esse tipo de situação nos calar. Ninguém pode decidir onde uma mulher deve ou não atuar”, desabafou Bianca à EPTV, após decidir tornar o caso público.
O episódio foi registrado em súmula pela árbitra Ana Caroline D’Eleutério, após o técnico do Nacional-SP denunciar a situação. As autoridades esportivas já se movimentaram:
- Identificação: O Comercial-SP informou que um dos envolvidos já foi identificado e o clube repudiou oficialmente a conduta.
- Justiça Desportiva: O caso pode ser enquadrado no Artigo 243-G do CBJD (atos discriminatórios).
- Penalidades: O clube corre o risco de multas de até R$ 100 mil. Já o torcedor identificado pode ser banido dos estádios por até 720 dias.
Tensão na Arquibancada
A violência não se restringiu à médica. O namorado de Bianca, que assistia ao jogo, tentou intervir ao presenciar os insultos e relatou ter sido ameaçado pelos agressores. A Federação Paulista de Futebol (FPF) confirmou que o caso foi encaminhado aos órgãos competentes para as devidas sanções criminais e esportivas. Fonte: A Tarde


