Liderança de facção morre após granada explodir no próprio cinto durante cerco em Valéria

Coringa morreu após granada presa ao corpo detonar Crédito: Reprodução

Um dos principais nomes na hierarquia da facção Katiara (KT) em Salvador morreu na noite de terça-feira (27), após um confronto com o Bope. Robson da Silva e Souza, de 29 anos, o “Coringa”, exercia controle absoluto sobre a localidade conhecida como B13, em Valéria, e possuía influência em diversas cidades do interior da Bahia.

A morte de Coringa ocorreu durante uma incursão em uma área de mata, ponto estratégico usado por criminosos para a logística de drogas e armas devido à proximidade com a BR-324.

De acordo com o Comando de Policiamento Militar Especializado (CPME), a ação seguiu uma dinâmica intensa:

  • Tiroteio na Mata: Ao avistarem as guarnições, criminosos iniciaram um ataque a tiros.
  • A Explosão: Durante a tentativa de fuga, policiais ouviram um forte estrondo. Após o cessar-fogo, Robson foi encontrado gravemente ferido. A perícia preliminar indica que uma granada presa ao cinto do próprio suspeito detonou acidentalmente durante o combate.
  • Socorro: O suspeito foi levado ao Hospital do Subúrbio, mas não resistiu aos ferimentos provocados pela explosão e pelos disparos.

Coringa era conhecido pela crueldade e pela ostentação de poder de fogo nas redes sociais, onde frequentemente posava com fuzis. No local do confronto, a polícia apreendeu:

  1. Uma pistola calibre .40 (modelo PT-100).
  2. Três carregadores.
  3. Um fuzil, abandonado por comparsas durante a fuga em um segundo ponto de tiroteio.

A localidade do B13 é considerada o “coração” das operações de Robson. Moradores e comerciantes viviam sob um regime de intimidação imposto pelo criminoso, que era apontado como autor de diversos homicídios na capital.

O policiamento em Valéria foi reforçado por tempo indeterminado para prevenir possíveis represálias ou novas disputas territoriais após a queda de uma das lideranças mais perigosas da região. Fonte: Correio 24hrs

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