Importação do Vietnã pode ser proibida por risco de vírus e concorrência desigual

Associação pede suspensão da tilápia vietnamita – Foto: Divulgação

Risco de vírus e desigualdade tributária motivam pedido de proibição da tilápia importada em São Paulo

A piscicultura brasileira vive um momento de alerta. A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) solicitou formalmente ao Governo de São Paulo a suspensão da importação de filé de tilápia vindo do Vietnã. A medida visa proteger o estado, que é o segundo maior produtor nacional do peixe, de ameaças sanitárias e econômicas.

O principal argumento técnico é a prevenção contra o Tilapia Lake Virus (TiLV). Este vírus, já identificado no Sudeste Asiático, mas ainda inexistente em São Paulo, tem alto potencial de destruição e poderia dizimar os plantéis locais caso entre no país por meio do pescado importado.

O estado de Santa Catarina já adotou proibição semelhante, baseada no mesmo risco sanitário, e agora os produtores paulistas pressionam para que o estado siga o exemplo e proteja seu ecossistema produtivo.

Além da questão biológica, a Peixe BR aponta um “nó” tributário que prejudica o produtor brasileiro:

  • Produção Nacional: Paga ICMS tanto na produção local quanto na comercialização entre estados.
  • Produto do Vietnã: Entra no Brasil com isenção total de impostos.

Essa disparidade cria uma concorrência desleal, já que o peixe estrangeiro chega ao mercado com preços artificialmente mais baixos, enquanto as fábricas nacionais enfrentam custos crescentes e risco de fechamento.

São Paulo é peça-chave no mercado de peixes. Sem ajustes regulatórios e o bloqueio da importação vietnamita, o setor teme uma fuga de investimentos e perda em massa de postos de trabalho. A expectativa é que o governo paulista dê um parecer sobre a proibição ainda no primeiro semestre de 2026 para equilibrar o mercado e garantir a biosseguridade da produção. Fonte: A Tarde

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