Edna Barbosa da Silva Crédito: Reprodução
O homem preso pela morte da servidora pública Edna Barbosa da Silva tentou apagar qualquer rastro do crime lavando minuciosamente a própria casa e o veículo utilizado para transportar o corpo. O suspeito, que trabalhava como serviços gerais em uma empresa terceirizada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), utilizou seu conhecimento sobre a rotina investigativa para tentar enganar as autoridades.
No entanto, a perícia técnica foi determinante. Conforme explicou o diretor-regional Oeste/Chapada da Polícia Civil, Rivaldo Luz, o DPT utilizou alta tecnologia para identificar manchas de sangue ocultas tanto na residência quanto no automóvel e nas roupas do investigado, confirmando que o material genético pertencia à vítima, apesar de o suspeito negar o crime.
De acordo com as investigações, o assassinato ocorreu dentro da casa do suspeito após uma discussão acalorada. Edna havia ido ao local para cobrar uma dívida de cartão de crédito, e registros em seu telefone celular comprovaram as cobranças insistentes feitas ao ex-companheiro.
Após cometer o homicídio, o homem transportou o corpo em seu carro até uma área de matagal na zona rural de Jaborandi. No local, o corpo foi carbonizado e enterrado em uma cova rasa. Na tentativa de despistar a polícia, ele também se desfez da motocicleta da vítima, que posteriormente foi localizada com uma terceira pessoa (presa em flagrante por receptação).
As investigações avançaram com o apoio de câmeras de monitoramento, que registraram a entrada de Edna na residência do suspeito, mas não o momento em que ela deixava o local. Imagens e provas materiais permitiram que a Polícia Civil esclarecesse toda a dinâmica do crime.
A prisão temporária do suspeito foi convertida em preventiva. O corpo de Edna Barbosa da Silva foi identificado por meio de impressões digitais remanescentes e sepultado na manhã desta quinta-feira (20), no Cemitério Jardim da Saudade.
Vítima: Edna Barbosa da Silva, 41 anos, servidora pública.
Local do Crime: Jaborandi, região oeste da Bahia.
Suspeito: Ex-companheiro da vítima (trabalhador terceirizado do DPT), preso preventivamente.
Motivação: Discussão iniciada após cobrança de dívida de cartão de crédito.
O Crime: Homicídio seguido de ocultação de cadáver (corpo carbonizado e enterrado em cova rasa). Fonte: Correio 24hrs


