Estudante foi atropelada em frente ao campus da UFSB Crédito: Reprodução
O grave acidente com a estudante Ellen dos Santos Reis, de 23 anos, ocorrido na última segunda-feira (16), transformou o sentimento de insegurança em revolta na comunidade acadêmica da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Ilhéus. Ellen foi atingida por um veículo de uma empresa terceirizada da Neoenergia Coelba enquanto tentava atravessar a rodovia em frente ao Campus Jorge Amado (CJA).
O Acidente e o Socorro
A jovem foi socorrida pelo SAMU e encaminhada em estado grave ao Hospital de Base. O motorista do veículo permaneceu no local e prestou depoimento à Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em nota, a Neoenergia Coelba lamentou o ocorrido e afirmou estar acompanhando o atendimento à vítima e aos familiares junto à empresa Tellus, proprietária do veículo.
Um Problema Crônico
Para os alunos, o atropelamento não foi uma fatalidade isolada, mas o resultado de anos de omissão. As principais queixas apontam para um cenário de alto risco:
- Escuridão e Isolamento: O campus é descrito como um local ermo, com iluminação precária, o que dificulta a visibilidade de motoristas e pedestres.
- Sinalização Ineficiente: A falta de passarelas e de dispositivos de redução de velocidade na BR-415 obriga estudantes a arriscarem a vida diariamente na travessia.
- Logística de Transporte: A necessidade de atravessar a pista para acessar pontos de ônibus é um dos pontos centrais da cobrança dos Diretórios Acadêmicos.
O posicionamento da UFSB
A administração da universidade afirma que vem pressionando órgãos externos por melhorias há meses. Segundo a instituição, estudos de viabilidade para iluminação reforçada e sistemas de monitoramento estão em fase avançada. Além disso, uma nova diretriz junto à gestão municipal determina que os ônibus devem realizar o embarque e desembarque no lado da pista onde se encontra o campus, eliminando a necessidade da travessia perigosa.
Pressão Estudantil
Nas redes sociais e em protestos realizados na rodovia após o acidente, o tom é de indignação. Ex-membros do DCE relatam que as pautas de segurança são debatidas em reuniões desde 2024 sem soluções definitivas. “O campus se tornou um local perigoso e de passagem, longe da vivência universitária real”, desabafou uma estudante.
A comunidade acadêmica exige agora um cronograma imediato para a instalação de uma passarela e sinalização vertical no trecho, visando evitar que novos acidentes interrompam sonhos como o de Ellen. Fonte: Correio 24hrs


