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O que deveria estar sob segurança máxima tornou-se objeto de uma investigação criminal. Autoridades federais entraram em estado de alerta após o furto de 24 cepas virais de um laboratório de alta contenção da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O material, que inclui agentes causadores de doenças graves, foi retirado sem autorização e circulou de forma irregular.
De acordo com informações do Fantástico, o inventário furtado continha amostras de:
- Arboviroses: Dengue, Zika e Chikungunya.
- Outros patógenos: Diferentes tipos de Herpes e Coronavírus humano.
As amostras foram subtraídas de uma área classificada como Nível de Biossegurança 3 (NB-3). Este setor é destinado exclusivamente ao manejo de agentes exóticos ou nativos que podem causar doenças sérias e potencialmente fatais por meio de transmissão respiratória ou manipulação direta.
A investigação da Polícia Federal revelou que parte do material foi encontrada em laboratórios comuns e, o que é mais grave, descartada de maneira totalmente inadequada, oferecendo riscos biológicos.
A pesquisadora e professora Soledad Palameta Miller chegou a ser presa pela Polícia Federal, sendo liberada no dia seguinte sob medidas cautelares impostas pela Justiça. Ela é o foco central de um inquérito que apura:
- Manipulação e transporte irregular de organismos geneticamente modificados (OGMs).
- Armazenamento em desacordo com as normas da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
“O desaparecimento foi notado ainda em fevereiro. Além da professora, a PF apura a possível participação de terceiros na facilitação da saída desse material da área de segurança”, informam fontes ligadas ao caso.
Em nota, a Unicamp afirmou que está colaborando integralmente com a Polícia Federal e que já abriu uma sindicância interna para apurar as falhas nos protocolos de controle. Todo o material recuperado foi encaminhado para análise técnica para verificar se houve alteração ou degradação das cepas. Fonte: Bnews


