Senador Jaques Wagner (PT) é apontado como padrinho político do ex-ministro de Lula – Foto: Edilson Rodrigues | Agência Senado
O senador e líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), foi o elo entre o Banco Master e o atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, antes de sua nomeação para o gabinete de Lula. Wagner teria sugerido o nome do jurista, recém-saído do STF na época, para atuar como consultor jurídico da instituição financeira.
A indicação resultou em um contrato de R$ 250 mil mensais para o escritório de advocacia do ex-ministro.
De acordo com informações do gabinete de Wagner, o senador foi consultado por representantes do banco que buscavam um jurista de renome no mercado.
- O Momento: Na ocasião, Lewandowski havia acabado de se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF) e retomado suas atividades como advogado.
- A Contratação: Após a sugestão de Wagner, o Banco Master fechou o acordo de consultoria com o escritório de Lewandowski.
Um ponto central levantado pelo portal Metrópoles diz respeito à continuidade dos repasses financeiros.
- A Suspeita: O portal afirma que os pagamentos teriam prosseguido mesmo após Lewandowski assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
- A Defesa: O ministro nega irregularidades. Segundo sua assessoria, ao aceitar o convite do presidente Lula em janeiro de 2024, ele se desligou do escritório e suspendeu seu registro na OAB, cumprindo as exigências legais para o cargo público.
A revelação coloca em evidência as relações de influência em Brasília e o trânsito de autoridades entre o setor público e a advocacia privada. Fonte: A Tarde


