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A esposa de um dos principais líderes da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM) foi um dos alvos de destaque da Operação Véu de Areia, deflagrada na manhã desta quinta-feira (20). Renata Rodrigues de Souza foi presa sob a acusação de assumir um papel de alta relevância estratégica no grupo após a prisão de seu companheiro, Cleber Santos da Silva, o “Keu”, custodiado há cerca de três anos.
Segundo as investigações conduzidas pelas autoridades policiais, Renata utilizava a cobertura de visitas regulares ao sistema prisional para receber diretrizes do marido. Ao deixar o presídio, ela funcionava como um “pombo-correio”, repassando as ordens do líder para os subordinados que continuavam em liberdade nas ruas.
Além de transmitir orientações criminosas, a suspeita também atuava diretamente na logística financeira da organização, ajudando a controlar transações e a movimentar recursos ilícitos gerados pelo tráfico de drogas.
O companheiro de Renata, “Keu”, foi capturado em março de 2023 em Paraisópolis (SP). Ele é apontado pelas investigações como o chefe do tráfico de drogas no bairro do Arenoso, em Salvador, além de comandar pontos de atuação criminosa em municípios do Recôncavo Baiano.
Mesmo isolado no sistema prisional, a polícia constatou que o detento mantinha forte influência sobre a facção graças à rede de apoio familiar e operacional nas ruas.
A prisão de Renata ocorreu no âmbito de uma ofensiva de grande envergadura voltada para desmantelar o patrimônio e as finanças do BDM. Ao todo, a operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e executou o bloqueio judicial de R$ 49,6 milhões em bens, contas e valores ligados aos investigados.
A investida policial resultou em 12 prisões preventivas:
- Na Bahia (9 prisões): Sócio-alvos capturados em Salvador (nos bairros do Arenoso, Fazenda Grande do Retiro e Cabula VI) e uma prisão em Cruz das Almas.
- Em São Paulo (3 prisões): Cumpridas nos municípios de Taboão da Serra, Praia Grande e na capital paulista.
A força-tarefa reforça o cerco contra as ramificações financeiras e logísticas do crime organizado, contando com atuação integrada entre polícias civis de vários estados e órgãos do sistema penitenciário. Fonte: IB


