Baiana vítima de tráfico humano faz apelo para voltar ao Brasil e mostra imagens do grupo de brasileiros na delegacia em Madagascar Crédito: Acervo pessoal/Reprodução
Com o sonho de juntar dinheiro para comprar uma casa para morar com a filha de 11 anos, a bombeira civil baiana Karine*, de 30 anos, tornou-se vítima de uma rede internacional de tráfico humano. Atraída pela promessa de um emprego de atendimento ao público remunerado em dólar, ela viajou para o Camboja em novembro de 2025, mas teve o passaporte confiscado logo na chegada e passou a ser mantida em alojamentos sob severa vigilância e coação psicológica.
No Camboja, Karine era forçada a trabalhar aplicando golpes financeiros por telefone contra brasileiros. Diante das ameaças, multas astronômicas para impedir a saída do local e punições violentas, a jovem tentou o suicídio duas vezes. Recentemente, a operação clandestina migrou do continente asiático e transferiu as vítimas para Madagascar, onde a polícia local interveio na última semana e deteve o grupo por falta de documentação — retida pelos criminosos.
Atualmente, Karine integra um grupo de 23 brasileiros — sendo nove baianos — resgatados que aguardam repatriamento. As principais informações sobre a situação atual e os desdobramentos do caso incluem:
- Situação do grupo: Os 23 brasileiros estão no Aeroporto de Antananarivo, em Madagascar, recebendo assistência emergencial de uma ONG local enquanto tentam viabilizar o regresso.
- Mobilização na Bahia: Amigos e familiares lançaram uma vaquinha online para custear a passagem aérea de retorno de Karine, denunciando a lentidão e burocracia do poder público para resolver o caso.
- Atuação governamental: O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que acompanha o caso por meio da Embaixada do Brasil em Maputo (Moçambique), responsável pelo atendimento em Madagascar, e dialoga com as autoridades locais para prestar assistência consular. Fonte: Correio 24hrs


