Divulgação/NASA
Missão Artemis II revoluciona a comunicação espacial com tecnologia de luz; sistema permite conexões até 100 vezes mais rápidas que as tradicionais.
A comunicação com astronautas a centenas de milhares de quilômetros da Terra deixou de ser um exercício de paciência para se tornar uma experiência de alta fidelidade. Na missão Artemis II, lançada no último dia 1º, a NASA está provando que a “internet espacial” evoluiu da conexão discada para a fibra óptica de última geração.
Por mais de 50 anos, as missões espaciais dependeram exclusivamente de ondas de rádio. Embora confiáveis, elas possuem um limite físico de velocidade e volume de dados. Para enviar uma única imagem em alta resolução da Lua para a Terra, o rádio poderia levar minutos ou até horas.
Agora, o cenário mudou com a comunicação a laser:
- Velocidade: O sistema alcança taxas de até 1,2 gigabits por segundo (Gbps).
- Tecnologia: Em vez de ondas eletromagnéticas de rádio, a informação viaja em feixes de luz infravermelha, que possuem frequências muito mais altas e podem carregar mais dados simultaneamente.
- Resultado: Imagens da tripulação e registros da superfície lunar chegam aos centros de controle de forma quase instantânea.
Para que esse “Wi-Fi a laser” funcione sem interrupções, a NASA conta com uma infraestrutura terrestre robusta chamada Deep Space Network (DSN). Essa rede é composta por três complexos estratégicos que garantem que, enquanto a Terra gira, sempre haja uma antena apontada para a nave:
- Goldstone, na Califórnia (EUA);
- Madri, na Espanha;
- Canberra, na Austrália.
A capacidade de transmitir dados em alta velocidade não serve apenas para postar fotos em redes sociais. Ela é vital para a segurança e ciência:
- Permite o monitoramento em tempo real da saúde dos astronautas e dos sistemas da nave;
- Viabiliza o envio de vídeos em 4K para análises geológicas detalhadas;
- Prepara o terreno para futuras missões a Marte, onde a distância exigirá uma eficiência de transmissão ainda maior.
Embora a luz laser seja incrivelmente rápida, ela ainda está sujeita ao limite da velocidade da luz. Mesmo com a melhor tecnologia, um sinal leva cerca de 1,3 segundo para viajar da Lua até a Terra. Fonte: Bnews


