Grupo virou alvo de operação da polícia Crédito: Reprodução
Uma investigação da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) desarticulou um esquema sofisticado de fraude interna em uma empresa de materiais elétricos na capital baiana. Entre 2019 e 2024, funcionários de confiança conseguiram desviar cerca de R$ 3,9 milhões utilizando uma tática de “maquininhas paralelas” e empresas de fachada.
O golpe era invisível para o cliente, que acreditava estar realizando uma compra legítima. A fraude operava em três frentes principais:
- Maquininhas Adulteradas: Os pagamentos com cartão eram processados em aparelhos que não pertenciam à loja, direcionando o dinheiro diretamente para os criminosos.
- Nome Semelhante: Para evitar suspeitas na fatura do cartão dos clientes, os suspeitos criaram uma empresa com nome quase idêntico ao da vítima.
- Triangulação Bancária: Os valores eram pulverizados em contas de terceiros e familiares para dificultar o rastreio e convertidos em bens de luxo.
Uma operadora de caixa é apontada como a mentora da estrutura, utilizando seu acesso privilegiado ao sistema de pagamentos. Um segundo funcionário também foi detido, embora sua função específica no grupo ainda esteja sob análise.
Durante a operação nos bairros de Uruguai e Jardim das Margaridas, a polícia apreendeu:
- Uma caminhonete de luxo;
- Dispositivos eletrônicos (notebook e celulares);
- Bens e contas bancárias bloqueados por ordem judicial.
Os investigados responderão por uma série de crimes, incluindo furto qualificado mediante fraude, abuso de confiança, estelionato e lavagem de dinheiro. A polícia agora busca identificar se outros familiares participaram ativamente da ocultação dos valores desviados ao longo dos últimos cinco anos.
Fonte: Correio 24hrs


