Embate no altar: Padre ameaça proibir comunhão para apoiadores de Nikolas Ferreira após voto contra o “Gás do Povo”

Reprodução/redes sociais

O religioso Flávio Ferreira Alves chamou fiéis a se retirarem da missa; deputado rebateu classificando a atitude como “heresia de nível máximo”.

O clima esquentou na Paróquia Santa Efigênia, em Córrego Novo (MG). Durante uma celebração, o padre Flávio Ferreira Alves disparou críticas severas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), motivado pelo voto contrário do parlamentar ao projeto de lei “Gás do Povo”. O sacerdote chegou a questionar a dignidade religiosa dos apoiadores do deputado.

Em vídeo que viralizou nas redes sociais, o padre foi enfático ao associar a posição política à prática religiosa. Segundo ele, quem concorda com o impedimento de auxílio aos mais pobres não deveria participar dos sacramentos católicos:

“Se você concorda com o Nikolas e não quer dar botijão de gás para o pobre, sai da igreja agora. Você não merece receber a eucaristia”, declarou o sacerdote durante a homilia.

Esta não é a primeira vez que o deputado enfrenta resistência clerical; no final de janeiro, Nikolas já havia sido alvo de críticas de outro sacerdote durante uma mobilização política em Minas Gerais.

O deputado utilizou suas redes sociais para contra-atacar, definindo a fala do padre como um abuso do altar e uma deturpação doutrinária. Nikolas justificou seu voto alegando que o projeto seria uma estratégia do Governo Federal para criar dependência eleitoral.

Os principais pontos da defesa do parlamentar foram:

  • Acusação de Heresia: Nikolas afirmou que o padre cometeu “heresia de nível máximo” ao usar o sacramento da comunhão como moeda de troca política.
  • Crítica ao PT: O deputado argumentou que votou contra a proposta para evitar que o Partido dos Trabalhadores coloque um “cabresto” na população mais carente.
  • Inversão de Valores: O parlamentar questionou por que sua posição política incomoda mais o padre do que pautas da esquerda que divergem do dogma católico, como o aborto.

Fonte: Bnews

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