Cabo do Exército já estava preso quando operação contra organização criminosa foi deflagrada – Foto: Denisse Salazar/Ag. ATARDE
Lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército em Salvador, o cabo Deivison dos Santos Ferreira tornou-se o principal alvo de uma investigação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Ele é suspeito de integrar um esquema de desvio de armamentos — incluindo munições de fuzil, granadas e pistolas — para o tráfico de drogas.
As suspeitas vieram à tona a partir da análise de um celular apreendido em abril, durante uma operação em uma casa usada pelo tráfico no bairro de Itapuã, na capital baiana. O aparelho pertencia a Gabriel Reis Oliveira, apontado como comprador e revendedor de armamentos para organizações criminosas. As informações foram reveladas pelo programa Fantástico, da TV Globo.
- Identidade oculta: Inicialmente, o militar tentou esconder o nome nas conversas, utilizando apenas um emoji para se identificar.
- A pista decisiva: A investigação avançou quando o interlocutor enviou dados pessoais, como CPF e chave Pix, permitindo que a polícia vinculasse o contato diretamente ao cabo.
- Escala do material: A apuração aponta que o militar teria negociado cerca de mil munições de calibres 5.56 e 7.62 com um grupo, além de conversas sobre a venda de granadas, pistolas e fuzis.
Origem do material: Uma das principais linhas de investigação conduzidas pelas autoridades é o desvio de insumos utilizados em treinamentos militares. A suspeita é de que cartuchos e explosivos que deveriam retornar ao paiol da unidade após os exercícios fossem retidos, com possíveis fraudes nos registros oficiais de controle de estoque. O caso segue sob rigorosa apuração. Fonte: A Tarde


