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Decisão do juiz da 3ª Vara de Presidente Venceslau também atinge Marcola e seus familiares; esquema utilizava empresas e bens de luxo para ocultar dinheiro do tráfico.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, o líder máximo da facção criminosa PCC, Marco Willian Herbas Camacho (o Marcola), e três familiares do criminoso tornaram-se réus na Justiça de São Paulo. A denúncia, apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), foi aceita pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau.
Os acusados agora respondem formalmente pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Com a decisão, a ação penal foi oficialmente iniciada. Deolane Bezerra já cumpre prisão preventiva desde o dia 21 de maio de 2026, na penitenciária de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o grupo estruturou uma sofisticada engrenagem financeira para ocultar e reinserir na economia formal os recursos obtidos com as atividades ilícitas da facção, principalmente o tráfico de drogas.
- Uso de fachada: O esquema utilizava empresas, incluindo uma transportadora, para dissimular a origem do dinheiro.
- Bens de luxo: Recursos eram convertidos na aquisição de imóveis, veículos e objetos de alto valor para integrar o capital ilícito ao patrimônio formal dos investigados.
- Incompatibilidade financeira: Relatórios de inteligência fiscal apontaram movimentações bancárias completamente incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos réus.
Além de transformar os investigados em réus, o magistrado determinou o bloqueio de bens de um dos operadores financeiros do grupo e deferiu o pedido do Gaeco para o depósito cautelar de joias e relógios de luxo apreendidos durante as investigações.
A Justiça destacou que há indícios robustos de autoria e materialidade. A acusação foi sustentada por um amplo conjunto de provas, que inclui mensagens extraídas de celulares, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), documentos bancários e comprovantes de depósitos.
Enquanto as lideranças da facção exerciam o comando, os demais réus — incluindo Deolane e os parentes de Marcola (Paloma, Leonardo e Alejandro Herbas Camacho) — atuavam em diferentes etapas do fluxo financeiro para fazer o dinheiro circular sem levantar suspeitas. Fonte: Bnews


