Polícia possui indicativo de autoria da morte da jovem baleada em carro

Após depoimentos de familiares e testemunhas na 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), a Polícia Civil já tem indicativo de autoria da morte da estudante Jamile Sanches Araújo Miranda, 18 anos. A jovem morreu após ser baleada no bairro de São Cristovão, em Salvador, enquanto estava dentro de um carro acompanhada de seus pais.

As equipes de investigação realizaram diligências em campo, com o objetivo de localizar os autores da morte da jovem. De acordo com o relato de familiares, quatro criminosos participaram da ação e dispararam contra o veículo duas vezes. Um tiro foi para o alto e o outro, na direção do carro, atingindo Jamile na cabeça.

“A mãe da menina disse que os criminosos tinham idade semelhante ou inferior a idade da filha. Ou seja, pelo menos um deles seria um adolescente”, declarou o comandante da 49ª Companhia Independente (São Cristóvão), major Paulo Cunha.

“Estamos com o policiamento no local reforçado desde anteontem, no intuito de garantir a sensação de segurança às pessoas e também na prisão de criminosos da região”, acrescentou o comandante.

O caso

Jamile Sanches Araújo Miranda morreu na noite da última quarta-feira, 28, após ser baleada dentro de um carro no bairro de São Cristovão, em Salvador. Ela havia acabado de deixar o Salvador Norte Shopping acompanhada dos pais e de uma amiga, que morava na região e seria deixada em casa. Ao entrar em uma localidade considerada perigosa, a família foi surpreendida por homens armados que ordenaram que eles retornassem.

la havia acabado de deixar o Salvador Norte Shopping acompanhada dos pais e de uma amiga, que morava na região e seria deixada em casa. Ao entrar em uma localidade considerada perigosa, a família foi surpreendida por homens armados que ordenaram que eles retornassem.

Após serem acionados, policiais militares auxiliaram na prestação de socorro da vítima, que foi encaminhada para o Hospital Menandro de Farias e, após a regulação, para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos.

Ricardo Miranda, pai de Jamile, relatou que a amiga da filha alertou que a localidade era perigosa. “Ao chegar no final da rua viramos à esquerda, deixamos a amiga dela que ainda me orientou a sair do local. Assim eu fiz, seguimos em frente e logo em seguida nos debatemos com dois meliantes armados que mandaram a gente voltar”, disse o pai de Jamile, em entrevista à Record TV.

“Foi uma surpresa, imaginamos que eles tivessem desistido, mas estavam escondidos. A princípio eu tinha visto dois, um de cada lado da rua. Após os tiros eu acelerei um pouco e não imaginei que os tiros tivessem atingido o carro. Quando minha esposa chamou por Jamile e ela não respondia, foi aí que percebemos que ela havia sido baleada”, contou. A Tarde

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