Operações de cruzeiros no Brasil são suspensas até 21 de janeiro

Suspensão inclui os cruzeiros que estão atualmente em navegação – Foto: Tomaz Silva | Agência Brasil

Medida foi anunciada nesta segunda pela Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros (Clia).

Em meio às confirmações de casos de Covid-19 em três navios que circularam no Brasil, as companhias de cruzeiros decidiram suspender suas operações no país até 21 de janeiro. A medida é voluntária e as empresas citam “incertezas na interpretação e aplicação de protocolos previamente aprovados”.

Segundo a CNN, a suspensão inclui os cruzeiros que estão atualmente em navegação finalizando os seus roteiros conforme previsto.

Em comunicado, a Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros (Clia) afirmou que os “protocolos do setor de cruzeiros excedem a maioria de outras indústrias e permanecem eficazes para mitigar o risco de Covid-19”. A entidade disse ainda que os casos identificados nos navios são uma pequena minoria diante da população total a bordo.

A associação também declarou que “busca alinhamento com as autoridades do governo federal, Anvisa, estados e municípios para resolver as diferenças de interpretação e aplicação das medidas previamente aprovadas com este novo cenário”.

Por fim, a Clia informa que “a atual temporada, após o término da suspensão, poderá ser cancelada na íntegra se não houver adequação e alinhamento entre todas as partes envolvidas para possibilitar a continuidade da operação”.

Recomendação da Anvisa

Na última sexta-feira, 31, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegou a recomendar que o Ministério da Saúde suspendesse provisoriamente a temporada de navios de cruzeiro na costa brasileira depois do aumento de infecções por covid-19 em embarcações nos últimos dias.

O órgão citou que a variante Ômicron tem o potencial de se espalhar mais rapidamente do que outras variantes e que a proteção imunológica de vacinas e de casos anteriores de covid-19 pode não ser tão efetiva.

A recomendação da Anvisa também considerou que, mesmo diante da elaboração de Planos de Operacionalização para a retomada da temporada de cruzeiros no âmbito dos municípios e estados, estabelecendo as condições para assistência em saúde dos passageiros desembarcados em seus territórios e para execução local da vigilância epidemiológica ativa, na prática têm sido observadas dificuldades impostas pelos entes locais diante da necessidade de eventuais desembarques de casos positivos para covid-19 em seus territórios.

“A manifestação da agência foi pautada no princípio da precaução, ao priorizar o impedimento da ocorrência de agravo à saúde pela adoção das medidas necessárias à sua proteção”, disse em nota, a Anvisa.

A agência ressaltou, porém, que a recomendação não afeta ainda as operações de navios de cruzeiro. “Até decisão final do grupo de ministros, as operações seguem, como regra geral, autorizadas, submetidas às regras sanitárias vigentes”, diz a nota, referindo-se à necessidade de uma decisão dos ministérios da Saúde, da Justiça e Segurança Pública e da Infraestrutura para a recomendação entrar em vigor.

A Anvisa diz que está acompanhando a situação de cinco cruzeiros que estão operando no Brasil. Os navios MSC Splendida, atracado no Porto de Santos (SP), e o Costa Diadema, atracado em Salvador, interromperam as atividades no dia 31, devido a surtos de covid-19 a bordo. A Tarde

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