Mulher de Glaidson, preso por esquema ilegal de criptomoedas, é procurada pela Interpol

Rio – A Interpol faz buscas por Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, de 38 anos, sócia e esposa do ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, preso na última quarta-feira (25) na operação ‘Kryptos’. A venezuelana é considera foragida por suspeita de, junto com o marido, chefiar um esquema de pirâmide através de empresas de consultoria e investimentos em criptomoedas.

A operação que prendeu Glaidson foi realizada pela Polícia Federal foi em conjunto com o Gaeco, do Ministério Público Federal, e com a Receita Federal. Segundo as investigações, a empresa G.A.S. Consultoria, com sede em Cabo Frio, é responsável por um esquema de pirâmide chamado ‘ponzi’, que prometia um “insustentável retorno financeiro sobre o valor investido”. Pessoas aportavam grandes quantidades de dinheiro no esquema, que prometia lucros de 10% ao mês sobre o valor investido. O lucro, no entanto, não chegava – tudo o que entrava na empresa ficava com Glaidson e os sócios, segundo a PF.

Os investigados devem responder por gestão fraudulenta/temerária, instituição financeira clandestina, emissão ilegal de valores mobiliários sem registro prévio, organização criminosa e lavagem de capitais. As penas podem chegar a até 26 anos de prisão.
G.A.S. são as iniciais de Glaidson Acácio dos Santos, um personagem conhecido entre os investidores em criptomoedas do Rio de Janeiro. Até 2014, o morador da Região dos Lagos era garçom em um restaurante em Búzios. Entre 2018 e 2019, abriu empresas de consultoria e investimentos em criptomoedas e, desde então, movimenta muito dinheiro no mercado de moedas digitais. Para a Polícia Federal, os lucros de Glaidson são frutos de um grande esquema de pirâmide. Glaidson aparece como sócio da G.A.S. Consultoria e Tecnologia, ativa há três anos e com capital social total de R$ 75 milhões, e também da G.A.S. Inovação, baseada em Barueri (SP) e com capital social total de R$ 1 milhão. Em ambas, ele é sócio com Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, venezuelana que seria sua esposa.

Na casa de Glaidson, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, agentes encontraram R$ 14 milhões em espécie, além de dólares e euros. A quantidade era tão grande que foram necessárias malas e um carro forte para transportar os valores até a sede da Polícia Federal, na Praça Mauá. Um Porsche e uma BMW também foram apreendidos, além de barras de ouro.”Se pararmos pra olhar dentro do quadro social brasileiro, R$ 20 milhões é uma quantia exacerbada. Mas não podemos afirmar que ela é oriunda de prática criminosa”, afirmou o advogado Thiago Minagé, que defende Glaidson.”Não é nenhum crime ter um dinheiro em casa, a quantia sendo alta, ou baixa, desde que o dinheiro tenha origem lícita e seja de conhecimento dos órgãos competentes. Eu preciso que o cliente me passe as informações sobre o que foi apreendido. Ele diz que é lícito, e me passará os documentos comprobatórios”, completou o advogado. O Dia

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