Médica baiana participa de pesquisa da vacina de Oxford contra coronavírus

Pneumologista tomou nesta terça (21) primeira dose da vacina desenvolvida pela universidade com a farmacêutica AstraZeneca.

A pneumologista Larissa Voss Sadigursky tomou, nesta terça-feira (21), a primeira dose da vacina contra a Covid-19, em desenvolvimento pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca. A médica do hospitais Cardio Pulmonar e Santa Izabel foi voluntária no estudo, que nesse momento avalia como se comportam as pessoas de 18 a 55 anos sem comorbidades. Todo o processo está sendo feito no Hospital São Rafael, em Salvador, através do Instituto de Pesquisa da Rede D’Or.

“Me sinto na obrigação moral de ajuar a ciência num momento desse. É o momento que a gente nunca pensou em passar na vida”, contou, em entrevista ao bahia.ba.

Antes de decidir se candidatar ao estudo, a médica relatou ter pesquisado o quanto pôde sobre a metodologia adotada pelas instituições. As informações obtidas com colegas especialistas e professores deram a segurança que precisaria ter para dar esse passo com a certeza de que não haveria prejuízos.

O estudo é randomizado, duplo cego e de placebo controlado, no qual o placebo é a vacina para Meningite ACWY. A randomização é na proporção 1 para 1, de modo que 50% dos voluntários recebem a vacina Covid-19 e os outros 50%, a vacina Meningite ACWY. Em uma reportagem da National Geographic, a médica Sue Ann Costa Clemens, coordenadora do estudo no Brasil, explicou que o adenovírus da vacina carrega uma parte da proteína do Sars-CoV-2, a proteína S, que deve suscitar uma resposta imune quando aplicada no ser humano, ou seja, o desenvolvimento de anticorpos e outras células de defesa para combater a Covid-19.

“Acho que a vacina, se fosse de vírus vivo ativado, talvez eu não teria coragem de tomar. Mas a vacina é adenovírus inativo que não tem chance de se replicar em nosso corpo”, acrescentou Larissa.

Depois da dose de vacina desta terça, a médica pneumologista deve voltar ao Hospital São Rafael dentro de 28 dias para fazer exames de sangue que avaliarão a imunidade do seu organismo. Os voluntários serão acompanhados, inicialmente, ao longo do próximo ano. Se for percebido qualquer sintoma, o recomendado é entrar em contato direto com os coordenadores da pesquisa.

“Estou bem confiante mesmo que dê certo. (…) Independente de ter tomado vacina da Covid ou Meningite ACWY, meu compromisso com a ciência está sendo feito e é isso que a gente quer, se ver logo livre da Covid-19”, acrescentou. bahia.ba

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