Lituânia denuncia ‘sanções não anunciadas’ por parte da China e leva o caso à UE

ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Gabrielius Landsbergis (Foto: reprodução/twitter.com/GLandsbergis)

Empresas lituanas infirmaram que alguns de seus produtos foram proibidos de entrar nos portos chineses sem aviso prévio de Beijing.

O governo da Lituânia pediu ajuda à União Europeia (UE) devido ao que classificou como “sanções não anunciadas” por parte da China, em meio à uma crise diplomática que tem como pano de fundo a reivindicação de independência de Taiwan. As informações são da agência catari al Jazeera.

Nos últimos dias, empresas lituanas infirmaram que alguns de seus produtos foram proibidos de entrar nos portos chineses, o que levou o ministro das Relações Exteriores, Gabrielius Landsbergis, a buscar assistência da Comissão Europeia. Ele destacou que é “sem precedentes um Estado-Membro da UE ser parcialmente sancionado”.

O bloqueio tem atingido sobretudo produtos florestais e móveis, retidos nos portos chineses depois de a Lituânia ser excluída do sistema de declarações alfandegárias eletrônicas da China. Vilnius alega que não recebeu nenhuma comunicação oficial prévia sobre a questão da parte de Beijing e que, assim, foi pega de surpresa pela sanção.

“Fomos informados de que as remessas da Lituânia não estão sendo liberadas pela alfândega chinesa e os pedidos de importação estão sendo rejeitados”, disse Nabila Massrali, porta-voz da Comissão Europeia.

Apesar do protesto diplomático, o governo lituano afirma que o veto não tem maiores implicações na economia local, vez que menos de 1% das exportações da Lituânia vão para a China, segundo o ministro das Finanças, Gintare Skaiste. A Referência

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