Geninho fala do bastidor da demissão do Vitória e do time que pretendia montar

Demitido do Vitória na última quarta-feira (20), após a derrota para o Fortaleza, o técnico Geninho foi o entrevista do programa BN Na Bola, da rádio Salvador FM 92,3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama, na noite desta sexta (22). O treinador disse ter ficado surpreso com a decisão da sua saída e contou o bastidor de quando foi informado da ainda no vestiário da Arena Castelão. “Esperava até uma pressão maior se as coisas acontecessem lá em Erechim do que em Fortaleza. Fui pego de surpresa pelo jogo em Fortaleza. Talvez se a gente tivesse um resultado negativo em Erechim e minha demissão acontecesse lá, talvez não fosse tanta surpresa, porque era uma sequência de jogos dentro do campeonato”, comentou. “As coisas aconteceram de maneira muito rápida. Entrei no vestiário e normalmente quando entro, Roque já me chama para a entrevista. Eu perguntei: “Tenho que ir lá” e ele falou: “Não, hoje não precisa”. Em seguida me chamaram, estavam o Maneca [gerente de futebol] e o diretor de patrimônio e na hora que entrei na sala disseram que veio um comunicado de Salvador para eles que eu fosse dispensado. Pura e simplesmente isso. Eu disse: “Tudo bem”. Eles são os meus patrões, têm todo o direito de fazer isso, não cabe a mim argumentar por quê ou não. Fiquei surpreso e claro, chateado, porque gostaria de ter mais chances e fazer um trabalho mais longo. Acho que foi um trabalho muito curto, em muito pouco tempo”, completou. Geninho vislumbrava mudanças no time do Leão com as chegadas dos novos reforços. O ex-treinador comentou o que pretendia fazer com as novas peças. “A partir de agora teria uma oportunidade melhor. Em pouco tempo que vi Dionísio jogar, vi que teria condição de titularidade dentro desse time. Léo já tinha sido meu jogador na outra passagem e acho um excelente jogador. A performance do Thiaguinho, do Miller, o desempenho que Alisson vem tendo nas suas oportunidades… Claro que seriam opções diferentes daquelas vínhamos utilizando normalmente. Rafael [Ribeiro] que chegou vem tendo uma boa performance. Não sei, ainda estava em andamento, precisaria de mais um goleiro experiente, trouxeram. Nós tínhamos só o Lazaroni e nesse jogo contra o Fortaleza tive que utilizar o Iury improvisado, porque não tinha nenhum lateral-esquerdo para jogar. Como Iury usa as duas pernas, ele se sacrificou na esquerda, mas não é a dele. Ele sempre me disse que queria brigar pela lateral direita. Como eu tinha três na direita, trouxe ele para cá. Agora teria um pouco mais de peças para mexer, montar um time diferente, deixar rodar. Um time que, acredito, com uma qualidade melhor daquele que vinha utilizando. Mas agora não adianta falar. Quem pode utilizar isso será o próximo treinador. Vou torcer para que ele venha e consiga achar soluções que não achei. Não é porque eu saí que deixei de gostar do Vitória. Tenho ligação com o clube, um carinho muito grande pela cidade, dos torcedores. Esses laços não quebram”, disse. Na entrevista Geninho ainda fala do potencial dos goleiros Lucas Arcanjo e Yuri. Além de destacar a falta de uma liderança dentro do grupo do Leão, que poderia ser de um goleiro experiente. “Não temos uma liderança dentro do grupo. Na hora que a coisa está ruim, o treinador está do lado de fora sem ninguém ouvir, o cara chama, ajeita alguma coisa e ajuda o treinador dentro de campo. Acho que um goleiro experiente pode fazer isso”, destacou. Confira na íntegra a participação de Geninho no BN na Bola: Leandro Aragão · Geninho Programa BN Na Bola 22 – 04 – 20222 . Bahia Noticias

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