Com jogo decisivo, Gilberto faz tatuagem com manto tricolor

Destaque do time nas últimas temporadas, o jogador não sabe se fica para 2022.

Um caso de amor, com mais altos do que baixos, cheio de expectativas, com muitas cobranças, momentos de reflexão, direito a muita DR (discutir relacionamento) e que transborda de paixão nos momentos mais difíceis. Essa poderia ser a descrição de muitos relacionamentos em qualquer canto do mundo, mas basta incluir futebol, gols, vibração, camisa e estádio para tornar a relação do artilheiro Gilberto com o Bahia e a nação tricolor ainda mais especial.

E esse relacionamento foi sendo construído aos poucos, com muita dedicação e um caminhão de gols – e uns momentos de seca também. Em três anos de Bahia, o camisa 9 fez 188 jogos, com um total de 83 bolas na rede, 14 assistências e ainda ostenta as marcas de artilheiro do Nordestão-2021 e o status de maior goleador de um clube do Nordeste na história da Série A, com 46 gols. Gibagol, como é chamado carinhosamente pela nação tricolor, soma ainda um título Baiano (2019) e uma da Copa do Nordeste (2021).

“Eu vivi coisas excelentes aqui e, dentro de campo, respeitando os meus companheiros, buscando ajudá-los e sempre sendo ajudado, porque nenhum centroavante faz gol sozinho. Eu só tenho a agradecer por todos aqueles que passaram e aqueles que estão aqui hoje me ajudando a continuar fazendo história”, agradeceu.

Tatuagem

Vice-artilheiro da atual edição do Campeonato Brasileiro, com 15 gols, Gilberto tinha tudo para estar vivendo num mar de rosas com a torcida do Bahia. Mas um mesmo filme, que começou há dois anos, volta a se repetir, como um looping temporal. O atacante teve seu nome especulado em times como São Paulo, Flamengo e Internacional ao fim das temporadas de 2019 e 2020, e, agora, mais uma vez o jogador tem o seu futuro incerto no clube.

Atacante tatuou a própria imagem com a camisa do Bahia na perna esquerda

Atacante tatuou a própria imagem com a camisa do Bahia na perna esquerda|  Foto: Felipe Oliveira | EC Bahia 

Nos anos anteriores, o final foi feliz. Dessa vez, em meio a todo esse universo de frases misteriosas, Giba eternizou a o seu amor pelo Bahia na pele, com uma tatuagem na perna esquerda, onde ‘riscou’ sua própria imagem com a camisa 9 do Esquadrão.

“Acho que a passagem em si resume a tatuagem. É algo para ficar marcado na história. Na minha história. E eu faço parte de 1% do que é a história do Bahia. O Bahia é extremamente gigante, é um clube bicampeão brasileiro e deve ser respeitado sempre, assim como a gente vem respeitando, como diversos jogadores que passaram aqui e fizeram história também respeitaram. Aqueles que vierem futuramente, que venham buscar fazer aquilo que eu fiz também, consigam entregar o melhor e respeitar esse escudo […] a torcida vibra demais, sempre junto”, se declarou Gilberto.

A tatuagem pode ser um bom presságio para os torcedores que anseiam pela permanência dele? Talvez. Mas a verdade é que o jogador prefere não dar qualquer dica sobre o desfecho dessa história de amor e apenas apegar-se à decisão com o Fortaleza, nesta quinta-feira, 9, às 21h30, na Arena Castelão, na última rodada do Brasileirão. 

“A gente tem que decidir ainda. Não terminamos o campeonato. Acho que é importante deixar o Bahia na Primeira Divisão. Isso é o mais importante para mim. Depois a gente discute o que for melhor para o Bahia”, disse o artilheiro dos saltos mortais, que completou: “Então eu acho que não é o momento de falar sobre mim e da história que eu construí no Bahia. É o momento de falar em ganhar o jogo muito importante para a gente continuar na Série A”.

Aos torcedores e fãs de Gilberto, só resta esperar os próximos capítulos para saber se esse caso de amor ganhará novo fôlego ou se a tatuagem marcará o fim dessa relação e, em breve, será coberta por uma nova memória.

Reforços

Para permanecer na Série A, o Bahia precisa vencer o duelo com o Fortaleza para não depender de nenhum outro resultado na última rodada. 

Para a partida, o técnico Guto Ferreira não terá o atacante Rossi, mas volta a ter os meias Daniel e Mugni à disposição. A Tarde

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