Câmara presta homenagem póstuma a Danga da Bahia

O percussionista Robson Santana Lago, mais conhecido como Danga da Bahia, morreu há dois meses por causa da Covid-19. O artista foi lembrado pela Câmara Municipal de Salvador, na manhã desta sexta-feira (11), em sessão especial de homenagem póstuma requerida e conduzida de forma semipresencial a partir do Plenário Cosme de Farias pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), ouvidora-geral da Casa.

Conforme a vereadora Aladilce Souza, o percussionista Danga da Bahia nasceu no bairro da Ribeira, frequentava com assiduidade a Câmara e marcou o seu nome na história da música de Salvador tocando com grandes artistas carnavalescos, como Margareth Menezes, Carlinhos Brown e Bell Marques. Ela lamentou que o músico foi mais uma vítima da Covid-19 em Salvador e a sua morte representou uma grande perda para a arte e a cultura da Bahia.

“Danga estará sempre presente em nossa memória e nos nossos corações. Ele era uma pessoa extremamente alegre e adorável, circulava em muitos meios sociais, tinha muitos amigos e deixou boas lembranças e bons exemplos”, afirmou a vereadora.

Segundo Aladilce Souza, Danga ajudou a fundar o bloco carnavalesco Panela Vazia, “um movimento contra a carestia”. Disse ainda que a homenagem foi sugerida pelo ex-vereador Ney Campello, amigo do percussionista. Ela estendeu a homenagem às quase 130 mil vítimas da Covid-19 no Brasil. 

Amor incondicional

“Danga era uma liderança popular da cidade. Ele construiu uma obra invisível que é o amor incondicional na relação com cada um que fez parte de sua vida”, afirmou o amigo Ney Campello. No entendimento do ex-vereador, “a maior homenagem a Danga é continuar a sua obra de amor”.

“A vida é uma travessia… Meu pai era a minha marcação e fez eu ser o que sou”, afirmou o seu filho Uriel Lago ao ler o texto autoral “Só percussão”, pontuado por letras de canções do cancioneiro popular brasileiro. Ele agradeceu a Aladilce Souza e Ney Campello pela homenagem e encerrou a sua fala cantando ao violão “Canção da América”, de Milton Nascimento e Fernando Brant.    

O diácono Everaldo Lázaro da Encarnação destacou a amizade semeada por Danga e lembrou que foi professor de Uriel Lago, seu filho. O religioso ficou emocionado e chorou ao falar da saudade que estava presente. Também citou a esperança para superar as adversidades que atormentam o coração nesses tempos de pandemia. 

Também recordaram de Danga com emoção e palavras de conforto o padre Fernando Dias e as amigas Bianca de Souza e Nilza Bonfim. 

Fonte da notícia: Diretoria de Comunicação

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