Bolsonaro entrega MP do novo Bolsa Família ao Congresso

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entregou nesta segunda-feira, 9, a Medida Provisória (MP) para criar o programa que vai substituir o Bolsa Família, batizado de Auxílio Brasil.

Ele chegou ao congresso por volta das 10h30 e também apresentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios, que prevê a possibilidade de parcelar as dívidas do governo que tramitaram na Justiça.

Os dois temas têm ligação, já que a PEC dos precatórios faria abrir espaço no orçamento da União para a ampliação do programa de assistência social, tanto na cobertura quanto no valor do benefício.

Bolsonaro foi a pé do Palácio do Planalto até o Congresso Nacional. Estava ao lado dos ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), João Roma (Cidadania), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria Geral) e Augusto Heleno (GSI) e da Economia, Paulo Guedes.

Na caminhada para a Câmara, Bolsonaro afirmou a jornalistas que o Auxílio Brasil — novo nome do programa que englobará o Bolsa Família — deve ter reajuste de no mínimo 50%. “Um pouquinho mais”, afirmou.

De início, o chefe do Executivo afirmou que valor do benefício poderia chegar R$ 400. Mas a equipe econômica trabalhar com a perspectiva de R$ 300. Um valor mais alto tem sido considerado como crucial para a reeleição de Bolsonaro no ano que vem.

“A medida visa dar transparência e responsabilidade aos gastos, aí incluído o viés social do nosso governo. Sabemos que pandemia trouxe inflação para alimentos no mundo todo, então não podemos deixar desassistidos os mais vulneráveis”, disse Bolsonaro ao entregar o texto da MP ao Congresso.

Para Paulo Guedes, a aprovação dos projetos é essencial para que o governo possa ter maior controle sobre a previsão dos gastos. No que depender do presidente da Câmara, haverá empenho para auxiliar a agenda do Planalto.

“”Vamos contar com certeza com Câmara e Senado para dar celeridade, ainda mais nesse momento tão importante de retomada econômica”, disse Lira após a entrega das propostas nesta manhã.

Segundo Lira, as propostas serão votadas com responsabilidade pelos parlamentares. “A Câmara vai se dedicar a fazer o melhor, com responsabilidade elevada. Essa matéria (novo Bolsa Família) tem urgência, como também a PEC dos precatórios, antes do envio do Orçamento, para que haja previsibilidade nas ações do Poder Executivo para o ano de 2022”, explicou Lira. A Tarde

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