‘Autonomia do MPF está em risco’, afirma 1º lugar de lista tríplice ignorada por Bolsonaro

Augusto Aras ainda terá de ser aprovado pelo Senado antes de assumir o cargo

O primeiro colocado na lista tríplice feita pela Associação Nacional do Procuradores da República (ANPR), o subprocurador-geral Mário Bonsaglia, criticou a decisão do presidente Jair Bolsonaro em escolher Augusto Aras para o cargo da PGR. 

O mandatário ignorou a relação de candidatos, que tradicionalmente era usada pelos presidentes para escolha do cargo, desde 2003. 

Ele disse, em entrevista ao jornal Estado, que “a autonomia institucional do MPF corre claro risco de enfraquecimento diante da desconsideração da lista tríplice”. 

Aras ainda terá de ser aprovado pelo Senado antes de assumir o cargo.

Bonsaglia é considerado conservador e fez carreira na área criminal. Ele já esteve duas vezes na lista tríplice da associação, mas pela primeira vez havia sido o mais votado pela categoria, com 478 votos.

Também teve o nome defendido pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. O primeiro colocado da lista defende que a lista não se tratava de mera “questão corporativista”. 

“A lista funciona como um contrapeso ao poder presidencial de escolha. Isso fica muito claro no âmbito dos MPs estaduais. E confere também transparência quanto às propostas dos candidatos e ao que pensam sobre os mais diversos temas”, defendeu Bonsaglia. 

Metro 1

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