Área do Porto de Salvador vai a leilão na sexta-feira

Com mais de 16,7 mil m², uma área do Porto de Salvador vai a leilão na sexta-feira, 13, na Bolsa de Valores, em São Paulo, com investimento previsto de R$ 17,7 milhões, segundo a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), responsável pelos portos de Aratu-Candeias e Ilhéus, além do terminal na capital baiana. O órgão é vinculado ao Ministério da Infraestrutura.

No mesmo dia, também serão leiloadas pelo ministério, por meio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), áreas portuárias no Ceará e Amapá. Em todas as áreas somadas, o investimento previsto supera R$ 148 milhões.

“É fundamental a gente aproveitar o potencial logístico do Porto de Salvador. Vamos fazer um leilão na sexta-feira de um terminal de contêineres, um investimento de R$ 20 milhões. Temos interessados, então vai ser um leilão bem sucedido. Vai proporcionar mais investimento nesse complexo portuário da Bahia”, afirma o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

O diretor-presidente da Codeba, Carlos Amaral, avalia que o leilão ratifica o papel de destaque do programa de arrendamentos portuários do governo federal. “Oferecer possibilidades para o setor privado investir em áreas portuárias significa atrair recursos e dotar o setor de mais infraestrutura, garantindo modernização e ainda mais eficiência para as instalações”, diz.

Denominada SSD09, a área no porto da capital atende à movimentação de carga geral, de projeto ou conteinerizada, com capacidade para 842,4 mil toneladas, de acordo com a Codeba.

Em dezembro do ano passado, ocorreu o primeiro leilão de áreas portuárias na Bahia pelo ministério, com dois terminais da Codeba (ATU12 e ATU18) no Porto de Aratu-Candeias. Na ocasião, a CS Brasil arrematou ambos os terminais – o ATU12 por R$ 10 milhões e o ATU 18 por R$ 52,5 milhões. Ao final dos contratos, de 25 anos (ATU12) e 15 anos (ATU18), a movimentação deve chegar a 10 milhões de toneladas por ano.

O novo leilão ocorre meses após um recorde em movimentação nos portos baianos. Na soma de importações e exportações, o total de cargas acumuladas foi de 6.578.923 de toneladas no primeiro semestre, o maior número já registrado neste período, segundo a Codeba. Houve um aumento de 28,54% nas movimentações, em comparação com os primeiros seis meses do ano passado.

O Porto de Salvador teve um aumento de 10,65%, com destaque para a movimentação de contêineres. O total de cargas acumuladas foi de 2.688.591 de toneladas. No Porto de Aratu-Candeias, a alta foi de 48,94%, com maior movimentação de granéis líquidos e granéis sólidos. O volume de cargas acumuladas foi de 3.665.817 de toneladas. Já o Porto de Ilhéus ampliou as movimentações em 13,85%.

“Nós tivemos outros leilões bem sucedidos recentemente e isso se soma ao esforço que está sendo feito. Tivemos um contrato de adesão com um terminal privado que realizou um dos maiores investimentos portuários do Brasil, que foi do terminal de contêineres em Salvador, de R$ 700 milhões. O investimento nesse novo terminal se soma a esse que já foi feito, transformando Salvador em um grande hub para contêineres. A gente deve ver um impulso grande nesse setor, principalmente havendo a aprovação do projeto BR do Mar, que vai modificar, impulsionar, fomentar a cabotagem no Brasil”, avalia o ministro.

Já aprovado na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado, o projeto BR do Mar pretende aumentar a oferta da cabotagem (navegação entre dois portos de um mesmo país próxima à costa), incentivando a concorrência, criando novas rotas e reduzindo custos para este transporte.

Entre as metas do governo federal, está aumentar o volume de contêineres transportados, de 1,2 milhão de TEUs (unidade equivalente a 20 pés) em 2019 para 2 milhões de TEUs em 2022, além de elevar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos três anos, excluindo as embarcações dedicadas ao transporte de petróleo e derivados. A Tarde

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